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- Dar-lhe-ei ocasião para acreditar em algo mais que em
palavras; verá a realidade! – prometeu Jack. – Estou verdadeiramente
envergonhado de ser do mesmo sangue desse homem sem entranhas.
O granjeiro deu a conversa por terminada e seguiu para casa
sem dizer mais nada. Bastavam-lhe os seus problemas; não podia preocupar-se com
os alheios. Tinha de liquidar tudo o que possuía para pagar a hipoteca e salvar
o rancho. Via-se forçado a vender os cavalos de piuro sangue, que eram o seu
orgulho, os melhores bois e, inclusivamente, os garanhões de raça. Isso
representava a ruína, o retorno ao princípio… e ele já não era novo!
O panorama que se desenhava aos seus olhos era o mais negro,
o mais desmoralizador: a armadilha para o qual o arrastara Jeff Stevens estava
bem planeada e ele devia claudicar nela.
Jack meditou no que podia fazer a favor daquele homem que,
tão hospitaleiramente, por duas vezes o recebera no rancho, no rancho que ele
queria salvar. Sentia-se decidido a agir para desmascarar o culpado, embora
isso enchesse de opróbrio, publicamente, o seu apelido.
Galopou em diração ao povoado, resolvido a assaltar o
«saloon» se fosse preciso para queimar a hipoteca dos Moore. Talvez lhe
custasse a vida levar a cabo empresa tão justiceira; mas não vacilou!
A tarde avançava tão veloz como ele e não tardou em fazer-se
noite. Se Jack fosse detido não teria escusas perante a lei; esperá-lo-ia a
forca e a obrigação do xerife seria fazer justiça. Como advogado que era, o
próprio réu devia dar-lhe razão e oferecer o seu pescoço à corda de cânhamo.
Mas existe uma Justiça superior à dos homens. O jovem que
avançava para Bryan não olhava o céu só para ver as estrelas, cúmplices do seu
delito. Murmurava uma oração, pois ia confiar-se a um Juiz infalível, cujo
critério estava muito acima do critério dos homens.
(Coleção Pólvora, nº 1)
(Coleção Pólvora, nº 1)
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