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Passou o dia e a noite. De todos os sítios chegavam amigos, cheios de pena e de indignação.
Um rumor mais vivo veio de fora. Destacaram-se vozes:
- Lester! Aqui está Lester!
A mãe pressentiu mais do que ouviu aquelas frases. Levantou-se e, lenta, impressionante, avançou ao encontro do filho. Abraçaram-se frenéticos, sem palavras e assim permaneceram um grande minuto.
- Entra e vê-o.
Sustendo Cláudia, o jovem dirigiu-se à câmara mortuária e deteve-se junto do leito. As suas pupilas brilharam. Os lábios tremiam-lhe ligeiramente. Soltando-se da mãe, inclinou-se sobre Ronald e beijou-o sem ruído, pondo toda a sua alma naqueles beijos.
- Encontrarei Browdale, mais tarde ou mais cedo e morrerá Às minhas mãos!
Rouca, enérgica, Cláudia exclamou:
- Assim o espero! E se caíres sem o ter conseguido eu ocuparei o teu lugar!
(Coleção Bisonte, nº 42)
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