segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

BIS042. O ás de copas


(Coleção Bisonte, nº 42)
 
Tenho em meu poder certas notas acerca de Martha Jane Canary, “Calamity Jane” como a apelidou o capitão Egan durante um episódio guerreiro contra os índios, apodo que a rapariga aceitou até ao fim dos seus dias. Também sobre “Calamity Jane” se escreveu muito. Todos nós, apaixonados das epopeias do “Far-West”, sabemos que era uma criatura de aspeto varonil, força extraordinária, pontaria maravilhosa, a qual foi admirada entre outros por Bufalo Bill e o incomensurável xerife de Abilene “Wild Bill” Hickock. Sabemos também como desempenhou cargos masculinos, alternando co mineiros, condutores de gado e, mais ainda, resistindo a quantidades fantásticas de álcool…
Nunca lhe saía o revólver do cinturão. As suas relações com “Wild Bill” foram rodeadas de anedotas fortes e…
Bom, se continuo assim vou direito À biografia e não é isso o que realmente pretendo. Muitos o fizeram, inclusivamente ela que também se autobiografou. Isso só seria pouco, mas o cinema fê-la reviver, embora com intérpretes que em nada se lhe pareciam, como Ivone de Carlo, por exemplo.
Isto deve ser motivo para que eu “a deixe tranquila” como me recomendou sobre San Bass o senhor Martinez Pedralva? A mim parece-me forte. E a ti, leitor?
Que o senhor Martinez me perdoe, mas não me resigno a que fiquem sepultados estes dados conseguidos quando menos o esperava. A fantasia também fez das suas claro! A minha imaginação não esgotada ainda, deu a forma de “novela” aos factos, mas a base desta obra é fruto da realidade.
E aqui aguardo pacientemente as linhas que possam dirigir-me outros Martinez.
 
O texto anterior é parte do prefácio de Raf Segrram ao livro “Ás de copas” no qual narra o encontro com «Calamity Jane» de um jovem rancheiro que procurava um indivíduo para vingar a morte cobarde do pai. O jovem rancheiro, num primeiro momento, apaixona-se pelo aspeto de «Calamity» que o passa a apoiar em qualquer contexto.
De acordo com o seu estilo, Segrram traz muitos ingredientes à novela, desde uma companhia de teatro com uma atriz extremamente bela até ao combate a uma peste que vitimou grande parte da povoação denominada Deadwood.
No ambiente assim criado, «Calamity» acaba por ter um papel preponderante na vingança do jovem e no seu encontro com Karin, a bela atriz que acaba por o acompanhar no resto da vida.
A novela é um pouco maçuda, mas vale sobremaneira por esses ingredientes tão avessos são a outros autores.
 
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