A verdade também penetrou no peito do cavaleiro de negro, que cavalgava inclinado sobre o pescoço do animal, ao atravessar o tapete de ardósia quebradiça.
Depressa amanheceria, mas não queria descansar. O corpo nunca mais poderia descansar. Necessitava de outra espécie de repouso; pesava-lhe a alma. Era a primeira vez, desde há muitos anos, desde que julgara extirpá-la do peito, que a sentia palpitar unida ao coração.
E agora sentia a necessidade imperiosa de a fazer reviver, de a salvar da sua agonia.
Havia fracassado; havia sido ferido. Era uma derrota que lhe abria os olhos de uma maneira dolorosa. Uma mulher qualquer, e, contudo, uma extraordinária mulher, havia-lhe dado uma dura lição.










