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sexta-feira, 2 de maio de 2014

ARZ067. Sangue Negro


(Coleção Arizona, nº67)
 
 
Apesar da proclamação da abolição da escravatura, em alguns estados, designadamente, no Texas, foi muito difícil para alguns engolir o princípio da igualdade entre os homens. Os negros continuavam a ser vistos como pessoas sem direitos, nem sequer o de habitarem aqueles locais.
Este livro recorda esse facto, permitindo-se uma das personagens compará-los com os direitos dos índios: "esses são da América. O local do negro é em África.".
O. C. Tavin, autor com mais de 50 obras registadas em Portugal, elabora uma trama em que mostra como uma comunidade em relativa paz ou, por outras palavras, onde havia uma paz podre, se dividiu e recorreu ao crime em virtude da chegada de um índivíduo, por sinal excelente cozinheiro, em cuja ascendência havia indivíduos da raça negra. Por sorte, obteve trabalho num rancho cujos proprietários se deliciaram com a sua capacidade e lutaram pela sua integração.
A capa, não assinada, parece de Longeron e mostra um pormenor da luta num saloon da cidade quando o proprietário de um rancho amigo da personagem central da novela, ali se deslocou para ajustar contas com um assassino.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

BD0043. O estranho vagabundo


Dedicamos esta quinta-feira à digitalização do número 55 da Coleção Águia. Este número inclui três histórias de diversas autorias. Na primeira, encontramos um velho conhecido da ilustração de capas, Longeron, que aqui apresenta os seus argumentos como ilustrador de histórias.
A trama é agradável, bem dentro dos padrões que caraterizam o nosso Oeste Distante.
Mais uma palavra para o formato inovador da coleção Águia que parece convidar a uma maior contemplação da arte.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

ARZ047. Alma Negra


(Coleção Arizona, nº 47)
 
 
Timothey Causey era um ser repugnante que nada tinha de bom nem de honrado. Para ganhar os dois mil dólares que ofereciam pela captura do seu antigo companheiro e chefe de quadrilha, não hesitou em denunciá-lo.
Mas a sua perdição teve origem na sua obsessão por uma bela rapariga, uma mulher honesta filha de um ferreiro que lhe deu uma lição quando se atreveu a assediá-la. Causey não gostou e, deixando desenvolver a sua obsessão, tentou matá-lo infrutiferamente.
Perseguido pelo valente xerife Everton, desprezado pelos antigos companheiros que desconfiavam do seu comportamento, empreendeu uma fuga para o México a partir de Las Cruces, mas, a dois passos daquele destino, a sua paixão por Lírio obrigou-o a voltar. Queria matar o xerife, o ferreiro e raptar a bela morena. Mas a sua alma negra encontrou aí o fim de tanta maldade.
A Coleção Arizona tem aqui um bom livro de O.C.Tavin que ilustra bem o seu tipo de edição neste momento. Muitas das obras publicadas na coleção eram sobre indivíduos à margem da lei que ou se regeneravam ou morriam com honra. Com Causey nada disso sucedeu. Apenas Lídia, uma bela loira a quem ele tinha aprisionado o filho, afirmou ao terminar a história:
«Era um criminoso, sem dúvida, mas eu sentia uma certa compaixão por ele. Que Deus lhe perdoe». A sorte que ela teve em Causey não ter concretizado os planos…

sábado, 23 de novembro de 2013

ARZ044. Pronto para morrer


(Coleção Arizona, nº 44)

Quando um conjunto inesperado de mortes foi sendo conhecido, a primeira versão das suas causas foi o suicídio, mas a intervenção de um jornalista de Leste muito hábil com as armas, dotado da dose de fanfarronice normal nos livros de Raf G. Smith, foi determinante para determinar os verdadeiros causadores. O autor, mais uma vez, mostra o seu instinto para a novela policial.
Na capa, o fanfarrão (que se gabava de estar sempre pronto a morrer), acompanhada de uma bela jovem, exibe as armas com que acabava de abater mais alguns inimigos.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

CWB013. O renegado

Um jovem branco viu os seus pais serem mortos e roubados por uns facínoras estabelecidos no forte que vendiam armas e bebidas aos índios. Foi abandonado depois de chicoteado e pontapeado e, encontrado por uma tribo índia, ali foi tratado. Durante anos, acompanhou a vida dos índios que o ensinaram a combater com toda a espécie de armas. Uma linda índia, filha de grande chefe, era uma espécie de irmã para ele. Até que chegou o dia da visita ao forte...
Pena Vermelha já não regressou à sua tribo ultrajada e morta pelos mesmos que tinham acabado com os pais do seu "irmão".
Johnny Garland, quinze registos em Portugal, traz-nos uma novela excelente em que os índios não são vistos como selvagens, mas como seres humanos com qualidades iguais a todos os outros, que um dia foram espoliados das suas terras, mas, mesmo assim, são capazes dos actos mais nobres. O grande chefe "Aguia Solitária" não infligiu qualquer dano à filha do grande chefe branco apesar de já conhecer o triste destino de Pena Vermelha. E, no final, esta viria a encontrar a felicidade com o seu filho adotivo...
A capa, assinada por Longeron, mostra o momento em que a filha do grande chefe branco tenta apunhalar o herói da nossa história.
Faça o download de
 

sábado, 27 de julho de 2013

PAS028. Chicotada no amor


Partiram meia hora depois. Não foi pequena a surpresa de Mike e Oliver ao encontrarem no local os filhos e a viúva do rancheiro…
Já tinham o cadáver numa padiola e dispunham-se a levá-lo quando interveio o xerife.
- Vejo que pisaram os arredores apagando todos os possíveis rastos. Algum de vocês está empenhado em que não descubramos o assassino?
A senhora Doren, a viúva, continuava a chorar em silêncio. Betty e Russel cravaram o olharem Mike.
- Não sabem quanto o lamento – disse este. – Ao descobrirmos, eu e Oliver, o corpo, fomos ao rancho para lhes comunicarmos a triste notícia mas quase nos receberam a tiro. Já devem saber o que aconteceu depois.
- Como também sei – respondeu Betty – que o papá te ameaçou ontem e que ordenou a anulação do nosso noivado; tu, como vingança, mataste-o cobardemente pelas costas.
- Betty! Que tolice estás a dizer? – perguntou Mike, horrorizado. – Enlouqueceste? Quem te meteu essa ideia na cabeça? Como…
Mike levou a mão à cara, onde acabava de estalar o chicote que sua noiva tinha na mão.
- Canalha! Patife! Matem-no, rapazes! É um assassino…
/Coleção Cowboy, nº 4)


E agora, Mike? Como vais escapar? Matarás a tua noiva?

quarta-feira, 24 de julho de 2013

PAS025. Encontro com a Morte

A diligência parou em frente à taberna.
Levando o cavalo à rédea, Bill juntou-se aos curiosos, recordando-se da linda loira de olhos cor do céu. Viu-a descer e ficar à espera da bagagem.
- Boas tardes, menina. Por mais que puxe pela memória não me recordo de ter visto uma mulher tão escandalosamente bonita. Que tal foi a viagem?
A jovem fez um gesto de impaciência.
- Quer fazer o favor de me deixar tranquila?
- Que voz angelical! Qualquer diria que é a campainha da porta do paraíso.
- Menina Florabel Hulton! – gritou o cocheiro, segurando uma mala e lendo o nome da proprietária.
- É minha! – disse a encantador loira pondo-se nos bicos dos pés para receber a mala.
Bill não lhe deu tempo. Adiantou-se e colocou-lha suavemente no chão, acrescentando:
- Seria o mais feliz dos homens se me autorizasse a levar-lha a casa.
A rapariga murmurou um «obrigada» e afastou-se. Bill ficou-se a contemplá-la mas não lho permitiram. Perto dele, ouviu uma voz dizer-lhe.
- Esqueça essa jovem, que é melhor para si.
Era o aperaltado da diligência.
- Motivos?
- Ordeno-lhe eu e chega!
- Não chega distinto amigo. É sua mulher, namorada, noiva, irmã ou avó?
- Seja o que for não interessa. E não me irrite porque morrerá sem remissão. Agora não me surpreenderá como há meia hora.
- O surpreendido fui eu. Esse fato não parece o de um pistoleiro profissional. Que vem aqui fazer? Negócios de batota?
- Chamo-me Foster Stirling! Nunca ouviu falar de mim?
- Não e admira-me porque os pistoleiros são populares nestas terras; mas o meu nome talvez já o tenha ouvido alguma vez: chamam-me «Morte».
(Coleção Cowboy, nº 1)

terça-feira, 23 de julho de 2013

PAS023. Aparição

Bill voltou-se para trás e ficou maravilhado. A uma janela assomavam os cabelos de mulher mais bonitos que algum dia vira. E, sob os cabelos, um rosto como nunca contemplara. Meteu o cavalo a par da janela. E levou a mão à aba do chapéu.
- Boas tardes, menina! Chamo-me Bill Serven. E você? – como a jovem voltasse o rosto para outro lado, prosseguiu: - Não receie que nos persigam os índios. Mesmo nesse caso, estarei eu aqui para jogar a vida pela sua tão deslumbrante.
A rapariga, que não passaria dos vinte e dois anos, cravou por um momento os olhos azuis nos do cavaleiro. Este continuou:
- Nunca supus que alguma mulher pudesse arrancar um bocado do céu para o fechar debaixo das pálpebras. Os seus olhos brilham mais que o Sol. Em compensação os seus cabelos parecem raios do astro rei. Pode dizer-me se vem do céu?
A jovem voltou-se para dentro do carro depois de correr a cortina…
(Coleção Cow-boy, nº 1)