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sexta-feira, 24 de junho de 2022

FBV026. Enforquem a "Loira" Jane

A "Loira Jane" foi injustamente acusada do assassínio de Tony Madigan, um jovem, filho de um rico rancheiro, que se julgava o dono do Mundo. A população de Candelaria, enfurecida, preparou-se para a linchar, roubando-a à guarda do xerife.

Dave Doston e “Nino” Gallardo passavam por aquela povoação, conhecida do primeiro que a julgava pacífica, e ao se aperceberem do que a população pretendia fazer, resolveram ajudar a loira para que pudesse ter um julgamento justo. E fizeram-no contra tudo e contra todos, mesmo disparando contra os que representavam a Lei.

Começaram assim as perseguições e as fugas e as múltiplas tentativas de encontro com o xerife para procurar uma solução.

A bela “Loira" Jane acabou por convencer Dave da sua inocência o que foi reforçado pelo testemunho do homem da cocheira, a única pessoa de Candelaria que acreditava na rapariga. Assim, foi montado um ardil para que o verdadeiro assassino de Tony se desmascarasse. E não se tardou a descobrir que estava muito perto dele.

Trata-se de uma novela com alguns momentos engraçados, embora por vezes o seu desenrolar seja difícil de acreditar. O resumo a que terá sido sujeita não a terá beneficiado e a rapidez com que o senhor Argo teve de escrevê-la terá tido as suas consequências em algumas inexatidões como por exemplo a confusão entre Las Vegas e Santa Fé como ponto ao qual se dirigiam os dois vaqueiros.

Vai ter publicação integral ao longo dos próximos dias. Se preferir ler já tudo aqui fica «Enforquem a Loira Jane» em ebook. Perdoem alguns traços inesperados no texto

quinta-feira, 12 de maio de 2022

FBV159 A lei de Lynch

Ao chegar às imediações de Misoula, Dave Steiner teve a grande surpresa de se deparar com o corpo de vários homens dependurados de árvores.

Misoula era uma povoação de suporte a pesquisadores de ouro entre os quais se encontrava o seu irmão Gilbert entretanto enriquecido e que o convencera a vir até junto dele.

Dave estava muito longe de supor o espetáculo que iria encontrar. Para além da estranha mania de deixar homens dependurados, Gilbert apareceu-lhe como um idiota que utilizava balas de ouro para ostentar a sua riqueza.

Ciente dos perigos dos actos do irmão, entretanto a abusar do álcool, Dave avisou-o com a possibilidade de alguma armadilha e a verdade é que estava a pensar corretamente. Um dia, o juiz Marlowe, pai da encantadora Elizabeth cortejada por Gilbert e pelo malvado advogado Merrill, apareceu morto com uma bala de ouro.

A cruzada de Dave para demonstrar a inocência do irmão foi infrutífera durante a vida deste, mas serviu para mostrar que é sempre bom saber escolher os sócios em explorações mineiras.

Esta novela, de um autor praticamente desconhecido (Bernard Lee) é muito interessante, apesar da escrita cheia de reticências por vezes se tornar desagradável. A Lei do Lynch, que pareceu a Dave tão selvática, acabou por demonstrar a sua necessidade e este teve de aplica-la contra indivíduos pouco sociáveis.

A capa do livrinho é excelente contrastando com o vendaval de capas horrorosas que se seguiria nas coleções da APR e constata-se o facto de a coleção já não apresentar o número seguinte o que era uma prática muito interessante. Na contracapa, mais um cromo da História de Lisboa sem a respetiva indicação e sem identificar autoria que supomos de Carlos Alberto Santos.

sábado, 2 de abril de 2022

FBV034.00 Diligência para o inferno

Sentimos curiosidade ao encontrar este pequeno livro da coleção «Fúria de Bravos». Primeiro, porque se tratava de um texto do nosso velho conhecido Tex Taylor. Será que ele conseguiria transmitir neste pequeno volume todo o seu sentido de epopeia presente nas suas novelas sobre o velho Oeste? Em segundo lugar, admirou-nos encontrar uma novela exatamente com o mesmo título da anteriormente publicada e essa da autoria de Silver Kane. Haveria pontos comuns entre as novelas? Seriam um e o mesmo autor?

A verdade é que o texto, depois de um começo algo desastrado, não nos desiludiu a partir do momento em que o autor pegou na diligência e arrancou para território índio onde nos reservou uma cena magnífica com a bela Meredith em banho no lago ao luar. Não contente com isso, ainda nos conseguiu transmitir as emoções do rancheiro John Weldon perante o corpo desnudado da beldade. Assim, metade do livrinho merece verdadeiramente ser lido.

Quanto ao início...

Compreendemos que o autor tivesse de arranjar alguma maneira de fazer o rancheiro e a jovem conhecer-se. Mas aquele duelo com Hazes... O mínimo que se pode dizer é que não é convincente, pois nenhum pistoleiro tem o comportamento que Hazes evidenciou perante John Weldon. Em seguida, o duelo no «saloon» também é um pouco forçado.

Finalmente, posso garantir que este livrinho não tem qualquer afinidade com o de Silver Kane para além do título e da viagem na diligência.

Nos próximos dias, procedermos à sua publicação e aqui vos deixamos para já uma imagem inicial da primeira página da coleção Fúria de Bravos, informação sobre o que seria o próximo volume e a contracapa onde surge um cromo da «História de Lisboa». As ilustrações utilizadas são as constantes do livrinho para além de outras recolhidas da Net sem qualquer relação com a novela.

sexta-feira, 26 de julho de 2019

FBV035.00 A rapariga do bosque


Pela primeira vez, trazemos a este espaço um livro da Coleção Fúria de Bravos. Utilizamos uma nomenclatura semelhante à de outras obras, apesar de não prevermos a continuação do procedimento no que à mesma coleção diz respeito.
Joe Mogar tem aqui uma bela novela. Pena que só conheça a sua publicação numa versão reduzida como é o caso destes livros, «clones» da Coleção Cow-Boy. Também é pena que o autor tenha abusado tanto da construção de argumentos baseados em laços familiares e matrimónios que às vezes até se revelam inconsistentes dados desenvolvimentos futuros na ação. Vejamos então o enredo...
O velho Bolton vivia num bosque, perto de Turner, na companhia da filha que dizia sua neta, sempre no receio de ser procurado pelo pistoleiro Clark Evans para consumação duma vingança. Um dia, esse encontro deu-se, mas os seus receios acabaram por se dissipar, pois a ingenuidade e a beleza de Sigrid operaram uma mudança notável nas intenções do vingador. Mas Evans tinha uma dívida a pagar e a passagem pela prisão por um período de três anos fez com que a bela Sigrid fosse alvo da cobiça de outro homem, um batoteiro chantagista, levando-a a quebrar a promessa de «eterna espera».
Para melhor apreciação, aqui fica a publicação integral.