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sábado, 10 de novembro de 2018

BIS168. O pistoleiro negro

 
(Coleção Bisonte, nº 168)
 
Joaquim Ferreira Martins é um autor português que normalmente utiliza o pseudónimo John Washington. Desta vez, um erro denunciou este truque da APR de esconder a nacionalidade do autor português conferindo à obra uma aparente origem semelhante à de outras das suas coleções.
O tema da obra em questão também é normal nos nossos autores: ele explora uma situação pouco provável, neste caso, a condição de um pistoleiro de raça negra quando o normal seria o homem estar submetido aos elos da escravatura.
Para animar, o pistoleiro é super-rápido apesar de querer uma vida afastada das armas depois de ter exercido funções de agente federal e o futuro patrão até nem é racista e tem como criada uma mulatinha que vai servir para dar um fim romântico à novela.   

 

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

BIS153. O assassino levava flores

(Coleção Bisonte, nº 153)
 
Enid, a próspera cidade que de ano para ano crescia a olhos vistos, estava situada no território do Cherokee, que tinha uma vastidão de três milhões e um quarto de hectares, ao sul da fronteira com o Kansas e fora propriedade dos índios até mil oitocentos e noventa e três. Por essa altura, o Governo comprou-o à tribo «cherokee» e, depois de dividido em parcelas de oitenta hectares, fez a sua adjudicação aos interessados pelo sistema da «Corrida».
Quando havia uma corrida, ou seja, a distribuição de terreno pelo Governo aos colonos que o quisessem cultivar, vinha gente de quase todos os pontos do Oeste. Colocavam-se numa linha demarcada antecipadamente é às vezes esperavam duas e mais semanas pelo dia da «Corrida», para reservarem um local bom para a partida do despique.
Nesse dia, todos os interessados se colocavam na linha, ou meta, que era vigiada pelos agentes da Lei, de modo a que ninguém se adiantasse. Via-se toda a espécie de viaturas; carroças pesadas, ou outras mais leves, mas era maior a percentagem de cavaleiros montados em cavalos fogosos. Na maioria os solípedes estavam selados e estendiam-se pela linha até se perder de vista. O objetivo de cada homem era chegar primeiro ao terreno cobiçado e estava deste modo legalizada a posse.
Ao contrário do modo buliçoso como se dera a apropriação da terra na região, Enid era uma cidade pacata gerida por um xerife taciturno apoiado num rapaz meio amalucado e explorada por um sovina que parecia dono de tudo.
É nesta cidade calma que ocorre o assassinato do usurário e posteriormente a chegada do seu herdeiro a qual era no mínimo estranha para a autoridade. O xerife encontrou ali um bom ponto de referência para a pesquisa a qual teve de conciliar com a atenção ao rancho e a quem nele vivia dispensada por um ajudante que gostava de cavalgar.
Obra de um autor português, disfarçado no pseudónimo John Washinton, este livro é de agradável leitura e dele vamos proporcionar algumas passagens que são como que um retrato caraterizador dos que habitavam Enid, reunindo o que restava da população índia até aos que chegavam para se aproveitar de uma situação.

terça-feira, 27 de junho de 2017

BIS132. Os três cavaleiros do mal

 
(Coleção Bisonte, nº 132)


Andrew Jackson foi um agente federal que, tendo abatido um amigo no cumprimento do dever, se retirou para a povoação de Newton City, com o objetivo de iniciar uma nova vida entre quem não conhecesse a sua vida anterior.

Estabeleceu-se aí como barbeiro, ganhou a simpatia de todos e os anos foram passando. Um dia foi eleito para o cargo de xerife e, mal o seu nome ultrapassou as fronteiras da cidade, esta começou a ser visitada por bandidos que tinham contas a ajustar com ele. Foi assim que se viu perante «Os três cavaleiros do mal».

Eis um livro muito engraçado de um autor português. Ficam algumas passagens para criar o desejo de o lerem completamente no Novelas.

 

domingo, 15 de janeiro de 2017

ARZ126. Um homem chamado "Furacão"


(Coleção Arizona, nº126)


Não se sabe bem porquê, um homem chamado “Furacão” chegou a uma povoação chamada Mannpyn e abateu em duelo um rancheiro, mal este o viu e reconheceu. Ele procurava esse e mais dois homens os quais viviam disfarçados como pessoas honestas depois de, na versão do matador, terem cometido bastos assaltos em que ele também tinha participado e pelos quais tinha cumprido pena de prisão.
John Washington não esclarece os motivos deste ajuste de contas mas tudo leva a crer ter existido uma traição daqueles homens relativamente ao ex-presidiário o qual acaba por se relacionar com a filha do primeiro daqueles homens. Afinal, a rapariga é vítima de roubos por parte de alguns dos seus empregados e vai contar com a sua ajuda para acabar com esses malfeitores.
A novela é agradável de ler mau grado alguma inconsistência no argumento. Onde se nota alguma falha é na caraterização espacial. Washington, um pseudónimo para Joaquim Ferreira Martins, descreve bem, logo de início, o local da ação, mas não a situa geograficamente… sabe-se lá onde é Mannpyn. Por outro lado, os nomes atribuídos aos diversos participantes, por vezes são esquisitíssimos, como é o caso do vaqueiro McCby (alguém consegue pronunciar isto?) e do próprio O’Crosby’s.

domingo, 24 de novembro de 2013

ARZ045. Terras de violência


(Coleção Arizona, nº 45)
 
 
Esta é a história de um homem que chega a uma cidade com uma estrela de xerife e se dedica a eliminar, com a ajuda de um amigo e de um velho rancheiro, uma corja de bandidos que por lá dominava e tentara enforcar o rancheiro.
O livro, difícil de tragar, tem uma passagem na qual apresenta os versos "O bandido encantado":

Um cavaleiro a galope
dos defensores da lei fugia,
correndo não reparou
o que uma jovem fazia

Era formosa mas pobre,
duas armas possuía.
Com mão firme o arrastou
para onde se escondia.

O malfeitor deslumbrante
perante ela se ajoelhou,
estava trémulo e triste
e a custo balbuciou:

- Obrigado!... minha estrela
que do céu me vieste soltar,
prostrado diante de ti, juro...
que só o teu amor me fará emendar.

Se esse amor comigo vier ter,
este malfeitor se vai entregar.
Que a lei dos homens faça justiça
e do meu arrependimento, talvez perdoar.

Com os olhos erguidos p'ró céu
dos seus crimes perdão pediu.
Ao seu amor ele enlaçou,
e pela primeira vez, feliz sorriu.

E, dos lábios da rapariga,
um "sim" harmonioso de fez ouvir
seus lábios lindos lhe entregou,
e logo o jovem os fez uni.

Mas, no peito dessa mulher
o seu coração tremia,
tinha medo de perder
esse rapaz que tanto queria.

E um dia, ao começar,
mão perversa o matou,
uma pomba branca de neve
até ao céu ela voou.

E a pobre rapariga
que de manhã se levantou
ao quarto dele se dirigiu
abriu a porta e entrou.

Um grito dilacerante ela sooltou
ao ver o seu amor ensanguentado
ferida na sua dor mais sagrada
levou as mãos ao rosto e recuou.

Pasados os primeiros minutos,
uma silhueta lá distinguiu
de olhos pequenos mas cruéis
que para ela se dirigiu.

De um salto estava junto dela,
frio punhal uma dextra segurava,
era um bandido, um criminoso,
que a Justiça procurava.

Era o chefe da quadrilha
à qual o morto pertencera.
Estava ali para juntar
a linda moça ao que morrera.

Triste, a jovem fitou o amante
densa névoa a vista lhe toldou,
as suas armas fogo vomitaram
um grito por entre vales ecoou.

Então a rapariga, recuando sempre,
ao seu amado se abraçou.
Pegando na arma que lhe dera a morte
com os seus próprios braços se matou.

Mais palavras para quê? É um autor português, com certeza. John Washing, 17 obras registadas na Biblioteca Nacional, com o apelido Washington...
A capa é, com certeza, de Carlos Alberto.