Quando os dois sujeitos, meia hora mais tarde, atravessavam o curso de água que corria pelo fundo do desfiladeiro, surpreenderam-se com a autoritária voz que provinha das sombras da vegetação: — Não façam nenhum movimento. Um de vocês morreria, imediatamente, como morrerão se não me disserem quem planeou tudo isto.
Os dois patifes emudeceram.
— Vamos, falem!
— Quem é você?
— O homem a quem acabaram de «assassinar».
Um dos bandidos reagiu, «sacando» o revólver, lestamente. Sam limitou-se a cumprir o que ameaçara, mas não atirou a matar, contentando-se a desarmá-lo. A bala alcançou a mão assassina e o homem gritou de dor, ao mesmo tempo que soltava a arma.
O outro aproveitou a ocasião para deitar a mão ao revólver. E teria conseguido os seus propósitos se Sam não houvesse atuado tão rapidamente. Talvez por isso, não pôde afinar a pontaria e alcançou o bandido em cheio, derrubando-o do cavalo.
—Não posso perder mais tempo. Mataram-me o cavalo e, agora, terei de me servir desse. Aliás, levarei os dois.
