Só despertou a meio da tarde. No restaurante, completamente deserto, devorou uma abundante refeição. A rua principal estava também deserta. Tarde de Domingo, calma, sossegada...
Voltou a adquirir a sua égua e a sela por sessenta dólares e partiu em direção ao Norte. Tinha pressa em fincar no solo quatro grandes pedras e demarcar a parcela de terreno que ia reclamar.
Percorria o vale quando reparou que, ao longe, dois cavaleiros o seguiam. Podiam ser dois vaqueiros de regresso ao rancho, depois de curarem a bebedeira com um sono reparador. Começava a escurecer. Quando a estrada virou na direção do rio, Nolan empurrou a égua para um pequeno bosque que ficava à esquerda e esperou.
Minutos depois surgiram na curva do caminho Wax Jones e Ring Howard. Atravessaram o vau do rio a galope. Encontravam-se já no cimo da outra grande ladeira quando Howard, voltando-se na sela, gritou:
— Olha, Jones, quem está ali em baixo.
E desceram o monte a galope. Nolan deteve a égua a meio do rio. Já não podia voltar atrás nem esconder-se.
Os dois homens correram ao seu encontro e, no meio da fraca corrente, cercaram-no. Wax Jones, com uma expressão trocista; Ring Howard, enorme, impassível como sempre.
— Acaso me seguiram desde a cidade? — indagou Nolan, amavelmente.
— Nós também gostamos de jogar — informou Jones.
Ambos levavam carabinas nos seus cavalos. Podiam ter disparado em qualquer momento, enquanto o seguiam. Mas, pelos vistos, esperavam que escurecesse para o apanharem próximo das terras de Miller.
— É uma lástima que deixasse de usar o seu revólver cheio de marcas — acrescentou Jones. — Agora podíamos brincar um pouco.
Nolan atirou a sua bolsa a Jones, dizendo:
— Se é isto que procuram, é vosso.
Abrindo a bolsa, Jones contou o dinheiro por alto e disse:
— Há aqui uns cinquenta dólares, Nolan. Será que não confia em nós, homem? Esta madrugada saiu do «Saloon» com mais de mil.
— Gastei novecentos a pedir por vale postal uma noiva que o correio me ha-de trazer um dia destes.
— Brincalhão, hein? — E os olhos amarelentos brilharam duramente. — Apeie-se. Deita urna olhadela à bagagem dele, Ring.
Nolan desceu, sentindo a frialdade da água até aos tornozelos. Segurando as rédeas da égua, Howard revistou as diversas bolsas da sela. Foi deixando cair na água o que tirava: navalha de barbear, camisa, lenços, calças, uma muda de roupa... E, por fim, disse:
— Não há dinheiro, Wax. Talvez o passasse ao negro.
— Talvez. Revista-lhe a manta.
Desmontando, Howard desenrolou a manta, sacudiu-a e depois deitou-a ao rio. Na água brilhou um objeto, que Howard apanhou e entregou a Jones. Os músculos de Jones retesaram-se. Era um medalhão com a fotografia de Carla, esmaltada, que ela lhe tinha oferecido ao fazer vinte anos.
Depois de limpar o medalhão ao colete, Jones contemplou-o. Dirigindo-se a Nolan, disse:
—Não está mal, a donzela. É sua noiva, Nolan?
Howard riu.
— Com mil demónios! Mas é a mulher de Hart Nolan.
— É verdade, sim senhor. Só agora reparo — murmurou Jones. — E que faz ela com os seus objetos pessoais? Por acaso, além de «matador», é também D. Juan?
De mandíbulas crispadas, Nolan não respondeu. Jones atirou o medalhão com força e este foi cair entre o matagal. Jones voltou a falar.
— Revista-o, Ring. É capaz de levar o dinheiro nalgum cinto especial.
Howard avançou. Nolan desabotoou a camisa. Com uma forte palmada, Howard atirou o chapéu de Brod à água. Tirando a camisa, Nolan empregou-a como um chicote, contra o rosto de Howard. Howard imprecou, tentando segurar a camisa que lhe castigava o rosto. Colocando um pé em falso, caiu de costas na água.
Inclinando-se, Nolan acompanhou a calda de Howard com um forte soco entre os olhos.
Wax Jones perseguia a égua e o potro que haviam fugido para a ribeira. O potro, esquivando-se, viera de novo até ao vau.
Brod Nolan avançou, tentando apanhar a carabina, da sela do potro. Howard lançou-se pelo ar e agarrou-lhe as pernas. Ao cair de bruços, Nolan ergueu a bota direita, apanhando o peito de Howard com a espora. Sempre de rastos, chegou à ribeira ao mesmo tempo que o adversário.
Howard, uivando de dor, inclinou-se e aplicou um forte golpe na nuca de Nolan, que o atirou ao solo. Brod ergueu-se um pouco e olhou para baixo. Wax Jones avançava a galope, de revólver em punho.
Nolan tentou afastar-se, mas no momento em que ia erguer-se, Jones assentou-lhe uma forte coronhada. Nolan teve a sensação de que o seu crânio estalava e que os olhos saltavam das órbitas e se convertiam em esferas coloridas.
Depois, foi envolvido por um mar de trevas.
*
Uma hora depois do Sol se pôr, Evelyn Leblanc, conduzindo a sua carruagem, aproximava-se do vau. Um pouco mais acima viu uma égua aparelhada, mas sem cavaleiro.
Nuns arbustos, próximo da água, havia um chapéu. Viu também uma mancha vermelha, semelhante a sangue ressequido. Atravessou o vau e, saltando da boleia, seguiu o rasto de um homem ferido.
Quase tropeçou com as pernas que sobressaiam do matagal. Ajoelhou-se junto de Brod Nolan que, deitado de costas, estava lívido, de olhos fechados, com o temporal esquerdo inchado e cheio de sangue. Nu da cintura para cima, parecia magro, mas os seus músculos eram fibrosos e bem desenvolvidos.
Evelyn aplicou a palma da mão sobre o coração. Batia, mas Nolan, por mais que ela o sacudisse, não voltava a si. A rapariga correu a buscar o chapéu e, enchendo-o de água, foi vazá-lo sobre o rosto do rapaz, despertando-o. Evelyn disse:
— Tem de mover-se. Tente pôr-se em pé. Vá, eu ajudo...
Ela pensou, com desgosto, que Nolan devia ter-se embebedado e caído do cavalo, batendo com a cabeça numa pedra.
Com esforços convulsivos, Nolan sentou-se. Depois, lentamente, conseguiu pôr-se em pé; teria caído em seguida se a rapariga não o amparasse, colocando um braço do jovem por cima dos seus ombros. Foi a cambalear até à carruagem.
Ao fim de várias tentativas, Evelyn conseguiu empurrá-lo para a prancha posterior do carro. A égua, docilmente, aproximou-se e a rapariga atou-a ao varal das traseiras. Quando a carroça chegou ao rancho Leblanc, Brod Nolan estava de novo sem sentidos.
Uma pedra do moinho deixou de chiar e o velho Banks Barclay, saindo de um barracão, aproximou-se do carro. Ao ver quem se encontrava sobre a prancha da carruagem, franziu as brancas sobrancelhas.
— A patroa sabe quem é? — inquiriu o velho.
— Sei. Encontrei-o no Grande Vau. Ajude-me.
Os dois levaram Nolan para um alojamento. Ela lavou-lhe a ferida e ligou-a. Depois, sentando-se numa cadeira de balanço, esperou.
Nolan movia-se constantemente. Por fim, abriu os olhos, olhando, surpreendido, em seu redor.
— Você encontra-se no rancho Leblanc. Creio que dentro de dois dias estará bom. Agora, o que lhe convém mais é dormir.
Ele voltou a mergulhar no torpor. Ao meio-dia, Evelyn regressou com um jarro de chá. Nolan estava sentado na beira da cama tentando calçar uma bota, que, ela lhe tirou das mãos, dizendo:
— Se você quiser matar-se, é lá consigo, mas não consinto que o faça no meu rancho.
Os olhos cinzentos sorriram.
— Se Miller me encontra aqui...
— Ronald Miller não tem nada a ver com aquilo que eu faço. Beba isto.
Nolan bebeu e, ao devolver o copo, o seu rosto contraiu-se numa expressão de repulsa. A jovem disse:
— Se queria «whisky», senhor Nolan, sinto muito, mas eu não dirijo um «saloon». Se o recolhi é porque teria feito o mesmo com um cão abandonado. Ma fique sabendo que não suporto bêbados...
— Oiça, eu não... Se lhe disser que a minha égua.. Bom, é inútil, você nunca acreditará em mim. E com razão.
Evelyn abandonou o alojamento e Nolan voltou a adormecer. À hora da ceia, depois de Banks Barclay ter tomado a sua refeição, ela levou-lhe uma bandeja com comida.
Brod Nolan não se encontrava no quarto, nem tão pouco as suas roupas, que Evelyn tinha secado e engomado. A rapariga dirigiu-se para o curral, onde o encontrou a aparelhar a égua. Encostou-se à porta e esperou que ele se voltasse.
—Já estou melhor, senhora, e posso ir-me embora.
— Com uma comoção cerebral?
—É só uma dor de cabeça, nada mais.
— Bem, trata-se da sua cabeça e não da minha. Mas antes de ir-se embora, pode cear.
Seguiu-a até ao quarto, onde comeu em silêncio, com a bandeja sobre os joelhos. Havia tabaco e papel que Banks Barclay tinha entregue a Evelyn. Enrolando um cigarro, Nolan foi até ao pátio. A rapariga seguiu-o.
— Sei que não gosta que lhe agradeçam, mas obrigado. E boas-noites, senhora.
Ela viu-o afastar-se na direção das colinas. Anoitecia quando Banks Barclay regressou. O velho disse à patroa:
— Estive no Grande Vau. Não é assunto que me diga respeito, mas, se eu fosse à senhora, não diria a ninguém que Nolan esteve aqui a tratar-se.
— Porquê?
—Ele não lhe contou nada?
— Disse-me que a sua égua...
— Conheci éguas muito espertas, mas nenhuma era capaz de dar uma coronhada. Sim, porque foi uma coronhada que abriu a cabeça de Nolan.
— Olhe... — e estendeu uma bolsa de pele com as iniciais «B. N.» gravadas a fogo. — Encontrei-a num matagal, juntamente com outras coisas. Parece que eles o atacaram.
— Eles?
— Os dois homens que o atacaram. Não lhe acabaram com a vida, porque pensaram que ele acabaria por morrer.
— Se os dois homens o roubaram, porque é que Nolan não me disse?
— Ganhou no sábado à noite dois mil dólares numa partida de póquer.
— Dois mil dólares? É fantástico, Banks...
—Mas é verdade, senhora. É melhor que a patroa não diga nada.
Barclay afastou-se, fingindo não ouvir que ela o chamava. Evelyn Leblanc ficou pensativa. Porque razão Barclay se mostrava tão misterioso?...
Era meio-dia quando Ronald Miller apareceu no pátio do seu rancho, precisamente na altura em que o cozinheiro martelava o triângulo metálico, anunciando o almoço.
Miller não estava com disposição para falar com o pessoal, com quem habitualmente comia, nem tão-pouco tinha apetite. Entrou no seu escritório, e, durante alguns minutos, passeou de um lado para o outro, absorvido pelos seus pensamentos.
Tinha de apresentar desculpas à rapariga por a ter abandonado no baile. A culpa fora daquela maldita partida de póquer.
Miller voltou a sair para o pátio. Uma mulher estranha, aquela Evelyn, friamente segura de si mesma. Quando a conheceu, era ela viúva há pouco tempo e assombrosamente bonita. Miller julgou que lhe seria fácil conquistá-la. Sim, porque ele, Ron Miller, era uma grande personalidade na comarca.
Mas ela, sempre fria e correta, havia-o recebido como se ele fosse um vaqueiro qualquer, guardando distâncias, não admitindo a menor insinuação.
Primeiro, Miller sentiu-se invadido por violenta ira, ferido no seu amor-próprio. Mas ao cabo de dois longos anos, chegou à conclusão de que só casando com ela a poderia possuir.
Semicerrou os olhos para poder ver ao longe e reconheceu Evelyn, na amazona que se aproximava. Acudiu a ajudá-la a desmontar, aproveitando o ensejo para beijá-la ardentemente. Ela afastou-o, dizendo:
— Não te incomodes a levar o meu cavalo para o estábulo. Tenho de regressar imediatamente.
— Oh, não! Deixa que te mostre o que os pintores já fizeram, decorando o aposento que será a nossa alcova, o nosso ninho de amor... Mas, estás muito seria, minha querida.
— Que sucedeu entre ti e Brod Nolan?
— Nada. Ganhou-me uma partida de póquer. Porquê?
— Não teria sucedido mais alguma coisa?
— Esse vagabundo voltou a incomodar-te?
— Não! — e ela explicou como encontrara Nolan e as insinuações que Barclay fizera.
Surpreendido, rosto ruborizado, Miller disse:
—E tu crês que fui eu que o ataquei para recuperar o meu dinheiro?
— Eu já não sei o que pensar. Esses dois homens... Segui as suas pegadas e vim dar aqui.
Miller adivinhou subitamente que se tratava de Jones e Howard. Amaldiçoou-os mentalmente, mas o que mais o encolerizava era que ela tivesse cuidado do homem que matou o seu marido.
— Porque não vieste imediatamente ter comigo? Já sabes como Nolan reage.
—Não podia deixá-lo ali, inconsciente...
—Escuta, Evelyn. Nada tenho a ver com isto! Juro!
—Mas puseste-o na lista negra.
— Porque ele é desordeiro! Eu não mando atacar um homem para roubá-lo!...
— Como explicas então que os dois homens do teu rancho...
— Irei indagar se trabalham para mim e se roubaram Nolan. Se for verdade o que tu dizes, obrigá-los-ei a devolver o dinheiro. Parece-te bem?
—De acordo, Ronald. Eu desejava apenas... afastar todas as suspeitas.
Um cavaleiro chegou a galope, desmontando de um salto. Era Muir Barlow, que Miller tinha mandado à cidade buscar o correio. Resfolegando, Barlow disse:
—Ouviu as notícias, patrão?
— Quais?
— Brod Nolan reclamou uma parcela de terreno em Buffalo Creek. Logo que o Departamento de Terras abriu, ele foi tratar do assunto... Consegui uma cópia do terreno que reclamou.
Miller examinou o mapa. Uma seta assinalava o local escolhido por Nolan. Um pouco mais abaixo de «Las Riberas», onde o desfiladeiro se abria num grande prado. A seis milhas da sua própria casa.
—E isso não é tudo — acrescentou Harlow. — Depois de conseguir o papel assinado, comprou um carro, uma parelha de mulas e diversas ferramentas e provisões... Parece que vai já instalar-se...
Furioso, amarrotou o mapa e atirou-o ao chão.
—Muir! Diz a Jones que venha ter comigo. Depressa.
Miller dirigiu-se para o curral. Evelyn foi atrás dele.
— Que vais fazer, Ronald?
— O que devia ter feito há uma semana. Pô-lo fora da comarca.
— Como?
— A tiros!
— Não podes, Ronald. Não podes fazer isso!
—Maldita sejas! Quem defendes, afinal? Será que estás a seu favor?
—Estou a teu favor, a meu favor... Também não me agrada ter Brod Nolan por vizinho. Mas se vais enchê-lo de tiros, ambos o vamos lamentar. Eu já uma vez me casei com um homem mesquinho... Não quero repetir o mesmo erro. Julgo-te muito mais homem, Ronald.
— Escuta, Evelyn. Se deixamos esse indivíduo instalar-se junto ao meu rancho, outros «intrusos» virão...
—Mas não podes resolver o assunto aos tiros, fazendo dele uma questão pessoal. Deixa que a Associação se ocupe do caso e que o seu irmão o convença.
—Não há razões que convençam um tipo como Brod Nolan.
— Já o tentaste, por acaso?
Respirou fundo. Era preferível fingir que aceitava. Sorriu.
— Ganhaste. Enviarei a Nolan um raminho de oliveira.
— Brincas?
— Não. O que quero... é que não haja lutas entre nós, meu amor.
— Obrigado, Ronald. Prometo não voltar a intrometer-me.
Ajudou-a a montar e viu-a desaparecer por detrás de uma pequena colina. Entrou no curral, onde Wax Jones o esperava. Desdenhoso, Milier perguntou:
— Quanto é que tu e Howard roubaram a Nolan?
— Roubar? Eu? Juro-lhe que...
— Quanto?
— Trinta e oito dólares. Mas como sabe o patrão?
—Escuta-me. Tu e Howard entraram ao meu serviço quando os «intrusos» começaram a tornar-se incómodos, para que trabalhassem para mim. Mas não quero ladrões no meu pessoal. Descontarei esse dinheiro nos vossos salários. E agora vamos ao assunte: Irás a Buffalo Creek e, sem que Brod Nolan te veja, vigiarás todos os seus movimentos. Ficarás ali até que eu te chame.
— Só vigiá-lo?
— Só. Se colocas uma mão que seja sobre Nolan acabarei contigo, Wax. Fixa bem o que te digo.
— Meia hora depois Milier cavalgava na direção do «Rancho Doble Z».
Quando desmontou no pátio e gritou por Hart ninguém respondeu à sua chamada. Contornou a casa e foi dar com Carla estendida numa rede, abanando-se.
— Olá, Ronald — saudou ela dolentemente. — Que te traz por cá com este calor?
— Preciso de conselhos sobre a cerimónia de um casamento.
Carla bocejou:
— Porque não perguntas a Evelyn. Ela tem mais experiência do que eu — e acrescentou, ironicamente: — Voltaste a jogar à roleta do Arizona.
— Onde está Hart?
— Nas colinas, suponho.
Aproximando-se do poço, Milier destapou-o, puxou o balde e bebeu uma concha de água fria. Suspeitava que Hart tinha ciúmes do seu próprio irmão... E subitamente viu como abordar o problema de Brod Nolan.
— Há algum tempo estiveste bastante enamorada de Brod.
—Estive louca por ele, é verdade. E todo o mundo o sabe.
— Mas casaste com Hart.
— Sim, casei-me com Hart.
Ronald Miller olhou significativamente a casa, os estábulos, o gado que pastava ao longe... O «Doble Z» valia atualmente uns cinquenta mil dólares. Eis a razão por que Carla se tinha casado com Hart.
— Se te falo de Brod, é para saber até que ponto descerias para o ajudar.
—Ele não precisa da minha ajuda... nem a quer.
— Esta manhã declarou-se «intruso» reclamando uma parcela de Buffalo Creek. O que é que pensas disto?
A jovem ergueu-se alarmada. Dominando-se, voltou a estender-se na rede, sorrindo ambiguamente. Miller continuou:
— A Associação de Ganadeiros não admitirá este repto.
— Tu és da Associação. Envia os teus «pistoleiros» e fá-lo desaparecer.
— Vim consultar-te primeiro porque considero Hart e tu como amigos e não quero violências. Se não puderes convencer Brod a ir-se embora dentro de dois dias ...terei eu que o fazer. Diz isto a Hart. Para mim Brod Nolan não é irmão de Hart, mas apenas um «intruso». O pior de todos.
— Hart não fará nada. Intriga-me o facto de teres vindo falar comigo, Ron.
— Recordas-te da história, Carla? Aquela do burro, do pau e da cenoura. A paulada o burro não andava, nem que o matassem. Mas com a cenoura...
— Ah, sim?... Brod é o burro, não é verdade? E tu pensas que eu sou a cenoura...
Montando, Miller concluiu:
— Isso mesmo. Dois dias, Carla. Recorda-te. Nem mais uma hora.
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