segunda-feira, 30 de junho de 2014
domingo, 29 de junho de 2014
PAS343. Um «abutre» ferido em pleno voo
A passagem entre as colinas surgiu ante os olhos de Frank Daly. Olhou em torno. Não se via vivalma. Era muito experiente em lutas para se deixar cair numa emboscada. Frank apeou-se dum salto, despediu o seu cavalo com uma palmada afetuosa, sacou um dos seus revólveres e seguiu avançando lenta e silenciosamente, quase rastejando entre as altas ervas.
O silêncio que se fizera depois do grito de Niky e da anterior detonação, só lhe confirmava o facto de que ela estava em perigo… ou já deixara de estar por a sua vida ter sido também sacrificada àquela orgia de crimes e de sangue.
Uma cólera surda, fria, se apoderou dele. Se isso se verificasse, Frank Daly ia ser muito mais cruel e vingativo do que anteriormente. Compreendeu que amava aquela rapariga loira.
PAS342. Como destruir um abismo de ódios e rancores
De repente, Frank obrigou o cavalo a suster-se. Diante dele, no caminho para o povoado, surgia um cavaleiro, impedindo-lhe a passagem. Instintivamente, Daly levou as mãos às armas, mas o cavaleiro continuava imóvel. O cabelo flamejante denunciou imediatamente a sua identidade.
— Niky O'Malley — murmurou Daly. — Que faz aqui?
— Olá, Frank Daly. Ou prefere que lhe chamem Dobson ?
— É indiferente.
— Não, não é. Dobson é o homem que beijei. Um rancheiro, como qualquer outro, capaz de amar uma mulher. Daly é uma fera sanguinária, como Nino Saphiro, ansioso de matar. Matar constantemente...
— Indague as causas a seu pai, senhorita O'Malley — respondeu Daly, secamente. — E agora desimpeça-me o caminho. Nada mais há para discutir entre nós.
PAS341. Encontro no cemitério
O cemitério de «Plata» era um pequeno recinto sobre um planalto próximo da aldeia. Alguns cidadãos escrupulosos com a última morada dos familiares tinham rodeado o vasto terreno com uma tosca cerca. O pequeno carro de Danner ia à frente, carregando com o negro ataúde onde repousava Ben. Atrás, a pé, Brett, Marcus, Niky, Luke e Asherson caminhavam silenciosamente.
Ninguém se atrevia a fazer companhia à família, mas muitos curiosos seguiam da vila a marcha da comitiva encosta acima. Todos tiraram o chapéu quando atravessaram a parta de ingresso. A brisa do crepúsculo agitou os cabelos brancos de Brett O'Malley e os caracóis louros de Niky. Danner, completamente de negro e mais solene do
que nunca, desmontou o ataúde, auxiliado por Asherson e Marcus.
De repente, todos se detiveram, rígidos e surpreendidos. Na porta do cemitério recortou-se uma silhueta a que a obliquidade dos raios solares emprestavam uma forma fantástica.
sábado, 28 de junho de 2014
PAS340. A vingança do homem de negro
Ben limitou-se a apertar fortemente as maxilas.
— Eu vi-o, Ben! Está completamente transfigurado, não é o mesmo homem que tu conheceste! Parece um tigre sedento de sangue, uma fera ansiosa por triturar alguém…
— Tudo isso é aparente, querida, simples fingimento— riu Ben, confiante, servindo-se de outro copo de «gin». — Fingimento provocado por uma dor súbita.
— Não, Ben, escuta-me — gemeu Chris, abraçando-se às suas pernas.
PAS339. Ressuscitar o passado
O armazém de Webber tinha uma janela que não se cerrava completamente: Fess ouvia Webber frequentemente lastimar esse facto. Um ladrão poder-se-ia infiltrar e roubar impunemente toda a mercadoria. .Claro que Webber declarava sempre que só lá havia farinha, toucinho ou tabaco, o que não seduzia ninguém.
Fess Dobson levantou facilmente a tranca de ferro da janela defeituosa, ergueu a vidraça forrada de resguardo metálico e achou-se com o caminho franqueado. Junto do armazém, as luzes da cozinha e do quarto que ele havia ocupado, continuavam acesas. Certamente que Molly e o marido tinham adormecido convencidos da sua presença na cama.
Sorriu amargamente. Se eles adivinhassem os seus atos...
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