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quarta-feira, 11 de setembro de 2013

PAS071. Nova esperança

Deanne sentia-se agora aliviada. Larry estava vivo. Conseguira falar-lhe e conhecia agora as suas verdadeiras intenções. Que mais podia pedir à vida? Já lhe fora concedida a paz… Esqueceu todos os seus antigos ressentimentos e os pesares da sua primeira juventude. Todos os seus desenganos passaram a ser uma longínqua recordação. A intensidade das horas vividas ultimamente havia feito dela uma outra mulher, cheia de esperanças como outrora, quando acreditava que a vida era um sonho cor de rosa.
 
A seguir: Coleção Búfalo nº 26

terça-feira, 10 de setembro de 2013

PAS070. O remorso de Deanne


Deanne ia tão absorta nos seus pensamentos que nem sequer reparara na impressão que estava causando. É que, no seu espírito, se tratava uma batalha descomunal. Se na verdade se tinha imposto a si mesma uma conduta de certo modo inteligente, afastando por vezes os seus generosos impulsos, não lhe saia do pensamento o rosto de Larry assim como a sua crítica situação.
«Não quero que morra» - foi o pensamento que lhe cruzou a mente num segundo, fazendo-a estremecer.
«Não queres que morra e fugiste?» - interrogava a voz da consciência.
Mas de novo voltava a pensar: «Não sejas tonta, Deanne, foge da fogueira. Todos os homens leem pela mesma cartilha. O outro, Frank, Larry… todos».
Entretanto, a diligência prosseguia o seu caminho.
 
A seguir: Nova esperança

PAS069. A fuga

Os quinze minutos decorriam lentamente. Deanne sentia-se angustiada. Se a sua fuga fosse descoberta, expor-se-ia a sérias represálias. Frank Stern, apesar dos modos de cavalheiro que sabia utilizar quando era preciso, não conseguiria nunca iludi-la. Era um sádico, um homem perverso que se sentia bem impondo a sua lei terrorífica aos outros, oferecendo sempre a morte a quem o não secundava nos seus planos ou desejos.
Que teria acontecido a Larry? Novamente o seu pensamento se deteve na recordação daquele bravo moço condenado a desaparecer obscuramente com o corpo trespassado por balas mercenárias. Mas que poderia ela fazer? Mordeu os lábios, nervosa. Quando partiria aquela maldita diligência?
Chegou enfim o momento. Deitou um último olhar à cidade, já sentada no banco de duvidosa comodidade, partilhado por um velhote fumador de cachimbo e um «cowboy» magricela. Um suspiro profundo desafogou o seu perturbado coração.
Os cascos dos animais levantaram o pó da rua, estalaram os chicotes no ar, vibraram as vozes dos cocheiros e principiou a mover-se aquela pesada bisarma de rodas. Começara a viagem…
 
A seguir: O remorso de Deanne
 

PAS068. Só

Uma noite, ao regressar a casa, Larry, que havia saído de manhã com outros rapazes a fim de comprar várias centenas de cabeças de gado, na cidade mais próxima, sentiu oprimir-se-lhe o coração.
O rancho era uma fogueira vermelha e fumegante.
A sensação que experimentou foi terrível. Jamais poderia esquecer a angústia que se apoderou dele ao pensar nos pais e no irmãozinho. Que horríveis momentos foram esses!
Estavam mortos. Ninguém ficou no rancho para contar como as coisas se tinham passado, exceto um velho «cowboy» moribundo que ainda pôde pronunciar, antes de morrer, o nome do bandido sanguinário.
- Frank Stern… foi ele… tê-lo-ia reconhecido entre mil. Morreram todos, Larry… vinga-os… um dia conheci Stern numa taberna…
Cerrou piedosamente os olhos do velho companheiro. Tinha expirado.
A dor cegou Larry. Ficara só no mundo…
 
A seguir: A fuga

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

PAS067. Desejos de vingança

Queria esquecer o ocorrido havia muitos anos, esperançado em que o tempo atuaria como bálsamo nas suas feridas sempre abertas e mais dolorosas que as causadas por um afiado punhal, pois não era a sua carne que sofria, mas sim o espírito povoado de terríveis recordações, como chagas pungentes que sangravam na sua alma.
Era então muito novo…
Mas nunca pudera esquecer aquelas cenas horríveis e seguira um itinerário que podia parecer caprichoso, mas que na realidade, obedecia aos seus mais íntimos desejos: vingar-se de Frank Stern.
 
A seguir: Só

PAS066. Um grito na noite

A brisa noturna era fria e ao sair do «Frank’s» , cuja atmosfera carregada cheirava a sangue, estremeceu. O seu olhar perscrutava na noite clara iluminada pela lua cheia. Em sua volta reinava um silêncio fúnebre que tinha como fundo a longínqua algaraviada do «saloon». Caminhava devagar, fumando um cigarro e fingindo despreocupação, embora soubesse que Crackett o estava espiando. Não esperava ainda o tiro, pois sabia que o pistoleiro, que dispararia certamente contra as suas costas, não cometeria essa ação desonrosa para qualquer homem do «Far West», fosse ele qual fosse, enquanto estivesse perto do «saloon». Que necessidade teria disso se tinha ante si o solitário caminho onde haveria melhores possibilidades de cometer o assassínio sem necessidade de se apresentar como executor?
Larry atravessava um momento de terrível tensão nervosa. Podia fazer quantas hipóteses quisesse sobre o possível procedimento de Crackett seguindo a lógica, mas quem é capaz de adivinhar ao certo os impulsos de um homem? Também de um momento para o outro poderia surgir do «Colt» do humilhado pistoleiro uma chuva de balas como definitiva expressão do seu ódio mortal.
Larry seguia cozido com as paredes das casas, embora procurasse aparentar naturalidade. Não ouvia sinal algum que lhe indicasse que era seguido. Chegara ao fim da rua. Para se dirigir ao hotel tinha de atravessar uma praça deserta.
Deitou fora o cigarro.
 Os segundos eram longos como séculos. Frente a frente era um lutador com suficiente confiança em sipróprio para demonstrar a sua têmpera de aço, mas, ante o perigo desconhecido, na iminência de um ataque traiçoeiro, a respiração tornava-se-lhe agitada. Principiava a considerar quanto seria estúpido morrer às mãos de Crackett, a quem tinha ensinado como um homem deve lutar. Estaria a esperá-lo ou seguia-o à distância? 
«Lobo cobarde!» - murmurou.
O local não podia ser mais solitário. Nenhum melhor que aquele para ser levado a cabo o plano que atribuía a Crackett. Colou-se com a parede. Esperaria ali, a pé firme. A sorte estava lançada.
De súbito, pareceu-lhe ver uma sombra. Mal a distinguira logo viu brilhar um clarão. Perante a simples suspeita, Larry lançou-se rapidamente para o solo e mais rápido ainda disparou para o fulgor avermelhado que já apenas existia na sua imaginação. Fora seguido. O ataque era efetuado pelas costas, agora milagrosamente salvas pela parede de uma casa em construção que o cobria. Sentiu o chiar de uma bala que se alojava perto do seu corpo. Uma nova detonação e depressa se originou um verdadeiro tiroteio.
Um grito soou na noite, um grito de dor e agonia. Larry acertara na alvo.

BUF025. Na boca da morte


Coleção Búfalo,nº25

Ódio!
Aquele homem transportava consigo ódio e uma vontade enorme de se vingar.
Os seus pais e o seu irmão tinham sido sacrificados por um facínora sem dó nem piedade. E, agora, ele encontrava-se perto de o defrontar. Mas este era um homem cheio de poder, com enorme clientela a defendê-lo. Até aquela cantigueira engraçada de saloon pareceu tomar o seu partido.
Eis uma novela de Sam Fletcher cheia dos ingredientes de que este autor é capaz. E a verdade é que a luzinha de paixão que se insinuou no início da novela entre a jovem e o vingador acabou por dar frutos...
A capa, não assinada, é um aspeto particular da tremenda luta se vive neste livro

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