Por aquela altura, Dicky Root teve necessidade de sair de São Francisco, e fê-lo porque a sua presença era imprescindível em Salem, Oregón, onde ia constituir-se uma sociedade de madeiras, da qual Dicky ia ser o primeiro acionista e também diretor.
Se a sua presença não fosse tão necessária, teria ficado na cidade, não porque o «Dragon-fly», o seu negócio de maior vulto, seu quartel general e domicílio particular, tudo isto em conjunto, requeresse a sua constante presença. Tudo caminhava o melhor possível, e naqueles últimos dias nem Hazel nem os seus amigos tinham voltado a aparecer. Mas era precisamente por isto que Dicky receava. Sabia que o orgulho daquela rapariga não podia ter obedecido ao conselho que ele lhe dera de que não voltasse, ela e os amigos, ao cabaré.
Saiu, pois, de São Francisco com a certeza de que, no regresso, Hazel teria intentado alguma coisa contra ele e contra Hutchinson. Podia muito bem defender-se de Hutchinson, prevenindo-o antecipadamente de que Hazel havia subornado um dos seus empregados, o que na noite da sua visita ao «Fortune» prestara serviço no gabinete reservado em que se realizara a entrevista.
