quarta-feira, 11 de abril de 2018
terça-feira, 10 de abril de 2018
segunda-feira, 9 de abril de 2018
POL157.09 Uma mensagem de amor, esperança e paz
Igsown deteve o cavalo ao pé da senda arenosa que ia ter à nova residência dos Odd. A Primavera mostrava-se já com todo o seu esplendor e o perfume das primeiras flores de artemísia chegava até ele vindo do prado.
Os olhos do jovem recrearam-se uns momentos na contemplação da casa recentemente acabada de construir, toda brilhante, com os tijolos agora acariciados pelo sol de Abril. Ouvia também os animais domésticos nas respetivas cortes, como sinfonia longínqua. Da chaminé erguia--se uma suave coluna de fumo.
Enquanto ele assim permanecia, embebido naquela contemplação muda, uma pequena figura humana surgiu muito perto e ficou quieta, com os braços cruzados sobre o peito. Apareceu sem fazer o menor ruído, mas os ouvidos apurados de Igswon deram pela sua presença.
— Há novidade, «Unha Curta»?
— Veio um guerreiro «navajo» com a mensagem de que os grandes chefes trariam hoje as suas prendas à tua «squaw».
domingo, 8 de abril de 2018
POL157.08 Liberdade para o chefe rebelde
Quando Igswon Odd abriu os olhos, urna dor aguda subiu de retina ao cérebro. Tornou a fechá-los, sem se aperceber do local onde se encontrava. Durante uns segundos, teve a impressão de que despertara num mundo diferente, envolto, porém, nas mesmas sombras que o envolveram pouco depois de ser atingido pelos tiros dos pistoleiros que saíam da passagem secreta.
Mantendo os olhos fechados, procurou recordar-se dos últimos acontecimentos: a resistência na parte do Desfiladeiro do Forno, junto da Passagem dos Cem Guerreiros; Agar e a promessa de ir ter com «Unha Curta» para lhe dar a incumbência de acender as Fogueiras do Concilio; o avanço através do túnel secreto, apoiado no braço de Bucky Allyson e o momento em que uma bala atingiu no ombro o homem que se redimira com o sublime gesto de sacrificar a vida pela salvação de Agar e de ele próprio, Igswon... Por fim, a sensação de mergulhar num poço sem fundo onde tudo eram sombras densas e onde o invadiu uma sensação deliciosa de paz.
As lembranças passavam na sua mente com pormenores, como se estivesse a reviver os episódios. Agora, abria os olhos de novo... Mas...
sábado, 7 de abril de 2018
POL157.07 A povoação do cacique a ferro e fogo
Os bandidos saíram em confuso tropel e gritaram com alvoroço, vendo os seus perigosos inimigos caídos por terra. O que vinha à frente reparou no primeiro deles e, ao reconhecer Bucky, atirou-lhe um pontapé às costelas. O ruivo, que não se resignava a perder qualquer oportunidade, apelou para as derradeiras forças e apertou o gatilho do revólver pela última vez na vida. Também foram as últimas as palavras que então pronunciou: — Vem comigo... para o inferno... Whosk!
Nada mais disse. Uma bala entrou-lhe pela boca, alojando-se no crânio. E entrou no outro-mundo com a imagem de Whosk a cair morto, varado pelo seu último projétil.
A oportuna chegada de Stephen Ewig evitou que um dos pistoleiros matasse também Igswon, que estava desmaiado.
— Esse não! — gritou o senhor absoluto de Flown Rock, dando uma palmada no braço do bandido. — Quero-o vivo, por agora. Dar-lhe-ei uma lição em público para servir de exemplo aos que pensem levantar-se contra mim. Se é que está vivo ainda.
O pistoleiro agachou-se junto de Igswon e respondeu pouco depois:
— Tem umas duas balas no corpo, segundo parece, chefe. Mas nenhuma é tão grave que o mande ao inferno.
— Antes assim. Mas ele preferiria ter morrido se adivinhasse o que lhe vai acontecer. Tirem por aqui os cavalos e vamos atacar esses rebeldes pela retaguarda.
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