O Desfiladeiro do Forno era conhecido pelos índios «navajos» do Deserto Pintado com outro nome. Tinha urna espécie de lenda que os peles-vermelhas sabiam de cor e que Igswon Odd ouvira contar uma só vez, anos antes, a um velho «mokis» que trabalhava nas terras do pai. Em certa ocasião, indo à caça com o grande chefe «Águia Branca» passaram por ali em perseguição de uma peça valiosa, e o índio levou-o por uma entrada secreta. Agora, precisamente, recordava-se Igswon desse pormenor quase esquecido no arquivo da memória. O difícil seria descobrir esse buraco lôbrego, de acesso ao canhão.
Talvez Stephen Ewig e os seus homens nunca tivessem ouvido falar da entrada secreta para a Passagem dos Cem Guerreiros, nome que os índios lhe davam. No entanto, Igswon não compreendia bem por que motivo o cacique escolhera aquele local sem saída para aí estabelecer o acampamento.
O nome dado pelos índios àquele desfiladeiro tinha origem na lenda forjada por um grande chefe «navajo» da época da colonização, quando os primeiros brancos empurraram os índios para as montanhas, de onde logo também foram expulsos devido à ambição sem limite dos «rostos-pálidos».
Então, o grande chefe dos homens de cor era uma mulher. Chamavam-lhe «Raio de Sol». O último acampamento índio situara-se nas margens do «Grande Lago Salgado».