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domingo, 17 de novembro de 2013

PAS165. Ódio de mulher

O último pensamento de Bruce Loman foi este: «Enforcar-me-ão dentro de casa».
Não havendo por aqueles sítios árvores suficientemente altas, os seus captores deviam ter pensado que dentro da choça encontrariam alguma viga. E por isso se dirigiam para ali.
Loman odiava morrer num lugar sórdido. O seu último desejo teria sido pedir que o deixassem acabar À luz do sol. Mas nem isso pôde fazer. A fadiga e a dor impediram-no de modular uma palavra.
Ao voltar a si, estranhou não sentir no pescoço a pressão da soga. Mas sentia-se tão dolorido que teve a impressão de que estava a ser enforcado. Respirou intensamente, ergueu os olhos e viu Lena junto de si.
Era ela, não havia dúvida. Estava ali serena e sozinha.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

PAS155. Um par de açoites na condessa

Através da janela aberta filtrava-se um raio de luz. Ainda não eram sete horas, mas por um lado o velho hábito de levantar-se com o Sol, por outro os sucessos da véspera, mantinham-no inquieto e incapaz de conservar-se mais tempo na cama. Decidiu levantar-se para dar um passeio que lhe permitisse pôr as ideias em ordem.
Lavado e vestido, saiu silenciosamente do quarto, atravessou o corredor e começara a descer a escadaria quando se lembrou de que no dia anterior vira uma biblioteca no isso que acabara de deixar e decidiu voltar atrás para escolher uma novela, pois talvez encontrasse algum lugar agradável para ler um pouco antes do pequeno almoço. Depois propunha-se ir buscar «Flash», visto que o pobre devia estar ancilosado por melhor que o tratassem na espçosa e limpa cavalariça de Lovejoy.
Apenas havia descido alguns degraus quando o assaltou a ideia que o obrigara a deter-se, e voltando atrás dispôs-se a subir de novo; mas conteve-o o ruído de um vivo bater de tacões que se aproximava rapidamente, e no mesmo instante alguém dobrou a esquina formada pelo corredor ao começar a escadaria, saltando alegremente os primeiros degraus com o ímpeto de quem está seguro de encontrar o caminho livre.

sábado, 27 de julho de 2013

PAS028. Chicotada no amor


Partiram meia hora depois. Não foi pequena a surpresa de Mike e Oliver ao encontrarem no local os filhos e a viúva do rancheiro…
Já tinham o cadáver numa padiola e dispunham-se a levá-lo quando interveio o xerife.
- Vejo que pisaram os arredores apagando todos os possíveis rastos. Algum de vocês está empenhado em que não descubramos o assassino?
A senhora Doren, a viúva, continuava a chorar em silêncio. Betty e Russel cravaram o olharem Mike.
- Não sabem quanto o lamento – disse este. – Ao descobrirmos, eu e Oliver, o corpo, fomos ao rancho para lhes comunicarmos a triste notícia mas quase nos receberam a tiro. Já devem saber o que aconteceu depois.
- Como também sei – respondeu Betty – que o papá te ameaçou ontem e que ordenou a anulação do nosso noivado; tu, como vingança, mataste-o cobardemente pelas costas.
- Betty! Que tolice estás a dizer? – perguntou Mike, horrorizado. – Enlouqueceste? Quem te meteu essa ideia na cabeça? Como…
Mike levou a mão à cara, onde acabava de estalar o chicote que sua noiva tinha na mão.
- Canalha! Patife! Matem-no, rapazes! É um assassino…
/Coleção Cowboy, nº 4)


E agora, Mike? Como vais escapar? Matarás a tua noiva?