quarta-feira, 5 de novembro de 2014

PAS394. Duelo mortal

Jim guardou as suas armas c colocou-se no centro da porta do armazém. No outro lado, na Saloon Azul apareceu Rex Curtiz.
Contemplaram-se durante um minuto e começaram a andar ao mesmo tempo, como se fossem movidos pela mesma máquina.
Caminhavam lentamente com os braços caídos relaxando-os como se estivessem cansados.
Ao, chegarem a beira do alpendre pararam. Os curiosos escondiam-se per toda a parte, assomando para a rua só a cabeça, julgando que o duelo se desenrolaria nas posições em que se encontravam os dois inimigos. Mas de repente viram que um deles, Jim Taylor, descia do alpendre.
Rex Curtiz sorriu e desceu também. Entre os dois antagonistas havia uma distância de vinte jardas.
Um passo mais! Outro!...
O tempo pareceu parar.
As aves ao chegar a rua soltavam agudos piares e retrocediam espavoridas como se notassem alguma coisa misteriosa, terrivelmente trágica, qui desabava sobre Wharton City. E era a Morte que estava suspensa, abrindo os seus braços para aprisionar uma vida.
Dezasseis jardas!
Os dois sacaram ao mesmo tempo o revólver, mas Jim, Taylor disparou um décimo de segundo primeiro. Essa insignificante medida do tempo foi o bastante para que quando Rex Curtiz apertasse o gatilho ja o fizesse fora deste mundo. A bala de Taylor tinha-lhe acertado no coração; e a que saiu do revólver daquele roçou-lhe a cabeça.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

PAS393. Dupla recompensa

— Porque faz tudo isto? Se o êxito lhe sorrir, temos que devolver o ouro. Se fracassa...
— Talvez seja o meu temperamento. Tom e eu vimo-nos envolvidos amiudadas vezes em assuntos parecidos... Gostamos de sarilhos; é essa a resposta.
Jeanne levantou-se dizendo:
— Nao acredito.
Ele sorriu e aproximou-se dela.
— Tanto faz; mas gostaria de receber uma recompensa pelo meu sacrifício...
— Que recompensa? Jim tomou-a nos bravos, atraindo-a a ele e beijou-a com loucura na boca. Ao separarem-se, ela murmurou:
— Cobre agora o prémio do seu amigo...
Jim voltou a beija-la, mas desta vez baixou as mãos agarrando-a pela cintura.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

PAS392. O ouro dos confederados

Contexto da passagem: Cleo não foi longe. Os dois amigos acabaram por a encontrar em Wharton City e ficaram a saber que o mapa era bem mais importante do que se julgaria.
 
 
 
As lágrimas voltaram de novo aos olhos da radiante dama.
— Escute-me Jimmy— suplicou;— acreditar-me-á se lhe contar a história desse plano?
Taylor avaliou a proposta durante meio minuto e disse:
— Não prometo acreditá-la. Mas se quer perder o seu tempo nesse relato posso ouvi-la. Ela moveu afirmativamente a linda cabeça e murmurou num sussurro:
— De acordo. — Antes de fazê-lo, uma pergunta. Quantas partes do plano tem em seu poder?
— Só uma, a que tinha você.
— Outra vez a começar?
— Juro-lhe que unicamente possuo a de Elmer Tucney.
 — E a de você?
— Eu nunca tive nenhuma.
Jim passou a mão pelo rosto e disse:
— Creio que ficarei louco, Cleo.

domingo, 2 de novembro de 2014

PAS391. Argumentos duma mulher bonita para encontrar um mapa

Contexto da passagem: Um homem, Elmer Tucney, procura o apoio de Jim e Tom e deixa-lhes parte de um mapa sem os informar a que se refere. Vem a aparecer assassinado e os dois amigos decidem decifrar o que se passou para o que puseram um anúncio no jornal «o Clarim» com o objetivo de contatar familiares de Elmer. Nem sabiam no que se estavam a meter nem como os interessados lhes iriam aparecer.



Jim e Tom estavam estendidos, cada um na sua cama. Eram seis horas da tarde.
Havia dois dias que estavam em Tacoma e os amigos do defunto Elmer Tucney não apareciam.
Sabiam que tinham que estar preparados e por isso os seus revólveres descansavam sobre as mesinhas de cabeceira e muito próximo das suas mãos.
Só saíam à rua para comer, salvo Jim, que tinha voltado duas vezes à redação de O Clarim para pagar o novo anúncio.
— Já te disse que não daria resultado— dizia Tom.
— Pode ser que tenhas razão. Mas foi a única coisa que me ocorreu com possibilidades de dar algum resultado.
— Quando partimos?
— Amanhã, às primeiras horas.

sábado, 1 de novembro de 2014

CLT025. Os abutres do ouro


(Coleção Colt, nº 25)
 
Atenção:
uma garrafa de whisky deve ser segura pelo gargalo e uma mulher pela cintura.
Se um indivíduo se confundir podem surgir complicações.
(Podia tê-lo dito Sócrates, mas como era abstémio, disse-o Jim Taylor, protagonista desta novela).
 
Trata-se de um texto muito interessante de Keith Luger.
O tema central tardou a definir-se e prende-se com a luta pela posse de um remessa de ouro ao exército Confederado em momento em que este já tinha assinado a rendição. Homens de honra quiseram devolvê-lo aos que tinham contribuído para a sua reunião, outros pensaram numa distribuição mais interesseira e egoísta, todos se envolvendo numa luta brutal pela junção de um mapa sobre a localização do dito.
A capa de António Bernal, reflete o terror de uma jovem perante o corpo de alguém que acabava de ser morto, enquanto procura descortinar as intenções do executor relativamente à sua pessoa.