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segunda-feira, 7 de outubro de 2013

PAS104. A última viagem do cavalo

O revólver de Red começou a vomitar fumo e fogo, até esgotar o tambor. A espingarda saltou das mãos do indivíduo que deu uma reviravolta e ficou inanimado.
O rost de Red parecia de pedra. Ante o corpo crivado de balas, não disse nada, nem fez o menor gesto. Com movimento automático pôs-se a carregar o revólver. Depois baixou-se, agarrou a espingarda e ao morto tirou-lhe a cartucheira que ele levava em bandoleira.
Voltou-se e pôs-se a andar na direção do sítio onde deixara Judy e o cavalo. A rapariga estava de pé com uma expressão de estupefação no rosto, mais do que terror. O cavalo continuava caído no chão.
Red sabia que o animal se não levantaria mais. Aproximou-se do cavalo agonizante e, ao fitá-lo, a expressão de pedra sofreu uma rápida mutação. Um segundo depois, readquiria a sua dureza.
- Abate-o você!...
Ela fez um gesto de horror. Ia para protestar, quando ele a increpou, com uma entoação que lhe meteu medo:
- Faça o que lhe disse!...
Ela pegou no revólver. Tremia, ao aproximá-lo da cabeça do animal. Red olhava. Quando viu o cano apontado ao sítio adequado, ordenou:
- Dispare!...
Ao apertar o gatilho, Judy fechou os olhos. Ao mesmo tempo que se produzia a detonação, o cavalo deu uma leve sacudidela.
Red inclinou-se sobre o animal. Quando se certificou de que estava morto, disse:
- Vamo-nos!...
Foi adiante, talvez para indicar o caminho a Judy. Ou talvez para que ela não visse o brilho dos seus olhos produzido pelas lágrimas…

PAS103. O cavalo foge com as roupas de Judy


Guiou o cavalo para o bosque. A profusão de arbustos produzia o efeito duma torrente de esmeraldas, debruçando-se pelos ingentes paredões de rocha. Todo aquele verde-esmeralda, ao chegar ao fundo do desfiladeiro, parecia fundir-se e uma superfície brilhante como estanho derretido aparecia à vista, quase formando um círculo que os penhascos rodeavam. Era um lago.
Quase ao mesmo tempo em que Red associava aquele lugar com a imagem de Judy, ouviu a voz da rapariga:
- Olá, Red! Era você? Porque corria tanto?
A rapariga tinha os braços em forma de jarra, com as mãos nas ilhargas, vestia umas calças curtas e estava descalça; o busto, coberto por uma camisa de cor, mal apertada, a cabeleira molhada caindo em desordem sobre os ombros… Assim lhe apareceu sobre um penhasco que bordejava o caminho.
- Que faz aqui? – espirrou Red, colérico. – Veio sozinha?
- Não – respondeu ela, contendo o riso. – Vim com o meu cavalo… Mas ferrou-me uma grande partida.
- Que aconteceu?
- Foi-se embora… O pior é que levou toda a minha roupa. Do mal o menos, porque ficaram aqui as minhas botas! Quer fazer o favor de mas dar? Estão ao pé dessa rocha…
- Como pôde subir para aí descalça, agora desça – respondeu com marcada aspereza.
Ela ficou a olhar para ele, admirada daqueles modos bruscos.
-Que tem você, Red?
- Quando estiver cá em baixo lhe contarei… Vamos! Tenho pressa!.
Judy, pelo contrário, não parecia tê-la. Tardou bastante em descer, calculando com muito cuidado onde havia de pôr os pés nus.
Quando chegou abaixo, sentou-se. Red, que se apeara, empurrou com o pé as botas da rapariga, pondo-as ao seu alcance. Dentro de cada bota, estava uma meia. Ela inclinou-se para as apanhar. Red, que a contemplava, desviou repentinamente o olhar do pescoço da rapariga. Uma onda de fogo abrasou o seu rosto, espicaçou-lhe o sangue…

PAS102. Um estranho fulgor no olhar de Judy

Antes de romper o dia, Red saiu a continuar a tarefa do dia anterior. Ao regressar à tarde – desta vez vindo em companhia de outros «cow-boys» - ao bordejar um lombo do caminho, Judy apareceu-lhe no alto, sobre a sua égua preta. Agitando o chapéu, gritou:
- Eh! Red! Tem pressa?... Suba até aqui!...
O primeiro impulso de Red foi obedecer. Mas apenas se afastara do grupo uns passos, voltou a cabeça a tempo de ver olhares e sorrisos maliciosos, que os «cow-boys» trocaram entre si. Red não disse nada.
Quando se encaminhava para o alto onde se encontrava Judy, na sua mente as ideias entrechocavam-se. Que pretendia aquela mulher manifestando-lhe uma amizade falsa? Ou na realidade seria sincera?
- Hoje não pude ir ao lago – disse Judy ainda de longe. – A mamã regulamentou-me as horas de passeio… Uma maçada! Agora que eu começava a tomar gosto a esta liberdade «selvagem»…
Os seus olhos mantinham nesse momento um fulgor extraordinário. Mantinha a cabeça voltada para a cordilheira, por detrás da qual se encontrava o rancho…

domingo, 6 de outubro de 2013

BUF033. Demónios à solta

 
 

Os demónios eram o velho Chasse e seus filhos que faziam a vida negra aos vizinhos para se apoderar das suas terras com o objetivo de procurar petróleo. Um rancheiro que lhes caiu nas mãos em termos financeiros, acabou por lançar o grito de revolta e liderar todo o processo que levou a destruir os seus planos. E a batalha final ditou o destino do vale…
Trata-se de um livro de A. Rolcest, chato de ler, que parece não ter um fio condutor. As passagens selecionadas respeitam aos encontros , alguns fortuitos, de Red, chefe dos revoltosos, com uma bonita jovem, filha de outro rancheiro da região…




Passagens selecionadas: