Os coiotes uivavam no descampado e o ulular dê um mocho fez-se ouvir entre os algodoeiros próximos. A noite era escura e tranquila, com um céu repleto de estrelas brilhantes e um vento brando do sul. A madrugada ia adiantada e faltariam cerca de duas horas para o alvorecer quando Rand Allen desmontou com extrema cautela, deixando o cavalo em liberdade. Aquele animal havia pertencido a um dos homens do rancho e o dono nem soubera do empréstimo. Rand havia-o encontrado ao anoitecer, preparando o jantar, apenas a umas quatro milhas do lugar onde o tinham torturado. Estava só e bastara uma bala para resolver o assunto. Mais tarde, quando encontrassem por ali o animal, de manhã, fariam muitas conjeturas, mas, sem dúvida, ninguém adivinharia a verdade.
Entretanto, ele ia introduzir-se no rancho dos seus inimigos e ajustar as contas com eles.
Chegou facilmente junto da cerca alta, feita de adobe, que rodeava as construções. Aquela hora da madrugada não deviam ter grandes desejos de vigiar, certos de não existir nenhum perigo imediato. Havia-se recomposto quase totalmente da sova brutal recebida pela manhã e, inclusivamente os pulsos, cuidadosamente curados, tinham recuperado a elasticidade, apesar de ainda lhe doerem muito.

