Mostrar mensagens com a etiqueta BIS115. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta BIS115. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

PAS674. O homem que morreu de medo depois de matar o próprio filho


No momento em que Zale se perdia na distância, quatro cavaleiros vestidos de negro chegavam silenciosamente às imediações do rancho. Três deles encaminharam-se para a casa e o quarto ficou, como sempre fazia, de guarda aos cavalos. Aquela era uma precaução que o «Escorpião» e os seus companheiros nunca se esqueciam de tomar. Abrigando-se com todos os acidentes do terreno, conseguiram aproximar-se do edifício principal.
O silêncio era absoluto, quase pavoroso. Na casa, mergulhada na mais completa escuridão, parecia não haver um único alento de vida. E assim era, realmente. Naquele momento «La Cortada» apenas era habitada pela morte.
O «Escorpião» avançou uns passos e lançou um brado. Descobrira, junto da cerca, o corpo de Ernest Zale. Aproximou-se e, num relance, adivinhou o que se tinha passado. Estudou as marcas das patas do cavalo em que Kermit fugira, e chamou os companheiros.
— Nada há a fazer aqui. Zale fugiu. Voltem para Abilene, amigos, e deixem-me concluir esta tarefa.
As ordens do «Escorpião» nunca eram discutidas. Enquanto os seus amigos passavam uma rápida busca ao rancho, para se certificarem de que nenhum dos vaqueiros vivia ainda, ele voltou para o ponto onde tinham ficado os cavalos e, montando o seu, lançou-se a galope através da pradaria.
Durante cerca de uma hora galopou sob a luz do luar, sem avistar o cavaleiro a quem perseguia. Para que lhe fosse mais fácil descobri-lo, o homem de negro procurava subir a cada elevação de terreno' que encoro trava no caminho, observando a distância.
Até que, ao cabo de mais meia hora de galope, avistou quase inesperadamente o fugitivo, perto do sopé da montanha. A ondulação do terreno, acidentado naquele ponto, tinha-o impedido de vê-lo antes. Mas Kermit avistou-o quase ao mesmo tempo e, ao compreender que o seu destino ia cumprir-se, deixou escapar um brado de angústia. De nada lhe tinha servido fugir, matando o próprio filho.
O vingador ganhava terreno rapidamente. Não podia salvar-se. O desespero levou-o a deter o cavalo e a empunhar a espingarda, começando a disparar furiosamente. O mascarado ocultou-se com uns penhascos, desmontando também. Zale preparou-se para montar de novo, e tinha já um pé no estribo quando uma sombra caiu sobre ele, num salto de jaguar. Em menos de dois segundos Zale ficou desarmado e à mercê do seu perseguidor. Lentamente, o mascarado recuou dois passos, levando as mãos aos coldres. Kermit Zale bradou, num soluço:
— Não, Burney, não me mates!
A voz dele, como a de todos os cobardes quando veem a morte aproximar-se, tinha um som estridente e trémulo.
— Como me reconheceste, Zale?
— Só esta noite... compreendi a verdade... Tiveste--me ao alcance das tuas armas... e não disparaste. Porque não o fizeste... poupando-me esta agonia?
— Eu avisei-te, Zale. Depois do que fizeste a Ana Maria, tinhas de morrer devagar, vendo chegar a morte. E agora a morte está diante de ti.
— Não, Alan, não!... Tenho muito dinheiro... dar-te-ei o que quiseres... mas não me mates!
O «Escorpião» empunhou vagarosamente as duas armas e engatilhou-as. Um grito desesperado e rouco saiu da garganta contraída de Zale. Caiu de bruços sobre uma pedra, balbuciando palavras sem nexo. Depois, de súbito, rolou de costas e ficou imóvel, de olhos muito abertos. Alan Burney deixou cair os «Colts» nos seus coldres. A vingança do «Escorpião» tinha sido cumprida. Inclinou-se sobre Kermit Zale e verificou que o miserável tinha morrido da mais vergonhosa de todas as mortes — tinha morrido de medo!...

domingo, 11 de setembro de 2016

BIS115. CAP X. «O Escorpião» liberta Ana Maria


Alan, o homem a quem todos os ca valeiros obedeciam acaba por localizar a jovem que lhe animava a existência. Salva a pequena, a próxima missão seria encontrar e eliminar os Zale.

sábado, 10 de setembro de 2016

BIS115. CAP VI. A visita dos cavaleiros de negro


A família Zale acabou por ser visitada pelos cavaleiros de negro, mas conseguiram um trunfo enorme já que raptaram Ana Maria e um dos cavaleiros nutria singular paixão pela pequena. Agora a tarefa importante era salvá-la.

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

BIS115. CAP I. Os assassinos do pastor


Apresentamos o primeiro capítulo de «Os quatro Cavaleiros de Negro» onde Mayfair nos narra o modo com o pobre pastor foi torturado e assassinado pela família Zale pelo simples facto de uma ovelha ter entrado no rancho deles. O cadáver de Soto foi encontrado por Alan que o levou para a cidade e depois informou Ana Maria, a filha do pastor.

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

BIS115. Quatro cavaleiros de negro

 
(Coleção Bisonte, nº 115)
 
 
Eram quatro cavaleiros que vestiam de negro. Eram quatro cavaleiros que, na noite escura, percorriam montes e vales e castigavam todos aqueles que abusavam dos mais fracos. Um deles, o «Escorpião», era totalmente obedecido pelos restantes. De identidade desconhecida, poderoso com o «Colt», sabia relacionar-se com a Lei e desenvolver ações para anular criminosos.
É neste contexto que o autor nos traz o acto cobarde da família Zale contra um pobre criador de ovelhas mexicano. Soto foi vilmente assassinado quando, por descuido, alguns dos seus animais entraram no terreno da poderosa família. A partir desse momento, quatro cavaleiros de negro desenvolvem forte ação contra os criminosos que culminaram na vergonhosa morte do mais velho… por medo.
As passagens que hoje aqui deixamos não puderam ser postas em texto devido à má impressão que neste momento caraterizava os livros da APR a qual torna impossível o reconhecimento de carateres. Note-se ainda uma certa semelhança de estilo deste autor com A.G.Murphy, sendo que algumas passagens fazem lembrar o magnífico «Não sou um foragido».