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terça-feira, 20 de outubro de 2015

PAS550. Execução

Às nove menos cinco, Farnum saiu do escritório, conduzindo Benson, manietado. À frente iam Harlan e Fronval, armados com as suas espingardas.
Desde a porta aos degraus do patíbulo, os lavradores formavam alas. Por detrás e no outro lado do patíbulo aglomeravam-se muitos habitantes da cidade e pessoas de família dos lavradores.
O único criador de gado presente era Lewis Cole.
O reverendo Michel ajustou o seu caminhar pelo passo de Benson. Este mantinha-se mais sereno do que Farnum supusera.
Lívido, o rosto banhado em suor, mantinha a cabeça erguida, sem olhar para ninguém. Esperaria ele que no último momento, os criadores de gado atacassem num galope veloz, cortando a corda, montando-o num cavalo, e levando-a para a liberdade e a vida...?
Harlan e Fronval subiram os degraus e foram postar-se um de cada lado da plataforma.
O alcaide, Doc Adams, subiu também. Além de alcaide era também o médico legista...
Harlan veio para atar os tornozelos de Benson. Colocou-lhe o nó corrediço em torno do pescoço, e afastou-se.
Farnum perguntou:
— Quer fazer alguma declaração, Mack Benson?
Tremeu o queixo do sentenciado. Fitava Lewis Cole, que estava na primeira fila... Depois fitou o xerife.
— Nunca fui delator, xerife... e agora já é tarde para me transformar em denunciante. Acabemos com isto, xerife!
Benson era um assassino sem consciência, sem escrúpulos, e, contudo, tinha a sua própria lei: não denunciar…
O pastor Michel traçou no ar o sinal da cruz, invocando:
— Com a tua infinita misericórdia, Senhor, acolhe a alma, do teu servo...
Todas as cabeças se inclinaram. Só a de Mack Benson permaneceu bem erguida... aberta debaixo dos seus pés a ratoeira que o suspenderia no vazio.
Blies Harlan veio colocar o negro capuz sobre a cabeça do justiçado.
Stone Farnum afastou-se da alavanca...
Uma espingarda crepitou e saltaram estilhas sobre a cabeça de Farnum, fazendo gemer o poste lateral onde um, segundo antes se apoiava.
O mulherio gritou... Os lavradores correram... Rex Fronval saltou da plataforma para o solo e ao querer levantar-se soltou uma imprecação, largou a velha espingarda e agarrou-se ao tornozelo, que torceu ao saltar.
Ninguém sabia donde tinham disparado. Perguntou Harlan:
— Quem disparou?
Stone Farnum, de revólver na mão, observava em redor. Sabia que aquele primeiro tiro lhe fora destinado... e que haveria um segundo mais certeiro.
Olhou para fios armazéns, pois já antes tinha pensado que se os criadores de gado estivessem escondidos seria nalgum daqueles armazéns.
Viu um homem sair projetado do armazém de Pulvis, a gritar, segurando diante do peito uma espingarda ainda fumegante. Girou no ar indo chocar com a cabeça e os ombros contra um carro, rebolando depois no solo.
Era Marty Munroe.
Bliss Harlan saltou do estrado, correndo para o lugar onde tinha caído Munroe.
Farnum permaneceu no patíbulo, pois era sua obrigação esperar que Doc Adams declarasse que «a Justiça tinha sido cumprida e o sentenciado havia entregado a alma ao Criador».
Fronval continuava a vociferar, segurando o tornozelo. A dentadura estava também no chão...
Lewis Cole e Harlan chegaram junto de Munroe.
Eram nove e sete minutos quando Doc Adams declarou que Mack Benson já estava morto. Só então Farnum desceu do patíbulo, seguindo Doc Adams até junto do corpo estendido. O alcaide médico ajoelhou ao pé de Marty Munroe, apalpou-o, e disse depois:
— Tem o pescoço partido. Morto... Partiu a cabeça nos varais deste carro.
Alguns indivíduos queriam entrar no armazém. Harlan empurrava-os com a espingarda, advertindo:
— O assunto é com o xerife.
Stone Farnum entrou no armazém e subiu a escada vertical. Harlan, que o seguia, gritou:
— É Nancy Cole! Está atada! Mesmo à beirinha...
Nancy parecia estar suspensa no espaço, segura pelo braço de Lewis em torno dos seus ombros. Harlan disse:
— Ouve, Stone... Volta à terra, caramba. Ela só quer falar contigo, chefe.
— O que não quero é contar as coisas duas vezes disso Nancy, sorrindo.
E a terminar, foi dizendo:
— Não pude impedir que disparasse o primeiro tiro. O que eu podia fazer apenas, uma vez que ele estava 'de costas, era rastejar como um verme. Conclui que tinha falhado, porque vociferou furiosamente. Apontou pela segunda vez, mas muito lentamente, com muito cuidado. Eu estava já detrás dele... Dobrei os joelhos e empurrei-o com os dois pés... Foi projetado para fora. Não me apertes mais, Lewis... Desata-me já, homem...
Farnurn desatou a corda que apertava os pulsos esfolados de Nancy. Pegou-lhe nas duas mãos, sacudindo-as com força.
— Obrigado, rapariga. E quanto a ti, Lewis, temos do ser amigos... Mas para ser amigos, não voltes a arranjar quebra-cabeças à excelente mulher que Deus te deu. E faz sempre o que ela disser, Lewis.
— Sim, senhor Farnum — concordou Lewis Cole, respeitosamente, pela primeira vez na sua vida.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

PAS549. Emboscada ao xerife

Em casa de Joan Winter, Nancy esperava. Não pensava em Lewis, mas sim em Marty Munroe. Ela conhecia-o bem. Sem o ver, sem saber onde estava, era capaz de adivinhar qual o pensamento que obcecava Marty.
Matar o único homem que se havia atrevido a bater-lhe...
E Marty não era homem para atacar de frente. Tinha a certeza de que àquela hora estava a preparar uma emboscada. Qual e onde?
Sentada junto de uma janela, via nascer um novo dia. A sua atenção ia apenas para a casa de Marty Munroe. E viu-o sair, fechando a porta, rebrilhando a espingarda que levava na mão direita.
Pouco depois passou a uns vinte passos dela, ocultando-se nas sombras. Dominou a tentação de disparar contra ele. Seria um assassínio e perderia por isso a sua liberdade. Teria de esperar até que não coubessem dúvidas sobre as intenções de Marty.
Seguiu-o, quando Marty entrou por uma das ruas laterais. Ali havia apenas silos, celeiros e estábulos, cujas frentes davam para a praça principal, num dos lados da qual estava a prisão e o escritório do xerife.
Viu entrar Marty num barracão que pertencia a Jim Purvis, barracão utilizado como armazém.
Escondida entre os sacos de farinha, Nancy viu Munroe subir a escada vertical que conduzia ao sobrado. Ouviu gemer as tábuas debaixo dos pés de Marty.
E comprendeu.
Dali, Marty podia ver completamente a forca. Disparar contra Farnum ser-lhe-ia fácil, e, aproveitando o nervosismo provocado pela execução, era quase certo que ninguém conseguiria descobrir o local donde procedia o tiro que matasse o xerife.
Marty poderia escapar e de novo faltariam provas contra ele.
Pensou em ir avisar Farnum. Mas não podia considerar-se um crime o facto de estar com uma espingarda no armazém de Purvis. Talvez fosse difícil a Marty explicar o que fazia ali, mas bastava-lhe negar-se a dar explicações. E não havia provas suficientes que justificassem a sua prisão.
Não lhe restava senão um recurso: tinha de subir lá acima e esconder-se até que Marty se dispusesse a disparar. Então, sim, podia ela matá-lo.
Foi subindo a escada lentamente, e assomou a cabeça. Marty não se via. Certamente estava sentado entre os sacos, junto da janela que dominava a praça. Conseguiu, sem ruído, chegar ao sobrado. E foi então que o viu. Por detrás dela, sorria sardonicamente.
E ao mesmo tempo, golpeou-a na cabeça com o cano da espingarda. Ela caiu num abismo de trevas.
O Sol brilhava com intensidade, quando voltou a si. Entrando pela janela do armazém o sol batia-lhe em cheio no rosto. Sentia uma forte dor de cabeça.
Ouviu a voz de Marty:
— Levaste tempo a despertar, rapariga.
Estava caída de costas, atados os tornozelos, os pulsos e os cotovelos. Retorcendo-se, conseguiu rastejar até ficar sentada a um canto.
No outro lado, de espingarda na mão, Marty fitava-a.
— Tinhas encontrado, por fim, uma maneira de te livrares de mim, não? Mas isso vai-te custar a vida, porque não quero que haja testemunhas. Tencionava gastar apenas um cartucho, mas agora serão dois. Um para o xerife e o outro para ti.
Ela procurava libertar-se, mas compreendeu que era inútil qualquer esforço. Marty tivera tempo de sobra para a prender solidamente. Era-lhe impossível libertar-se, mesmo que possuísse a força do xerife Farnum.
— Que horas são? — perguntou Nancy com ansiedade.
— É a minha hora.
Marty não demonstrava o menor nervosismo. Tinha a certeza de que iria acabar com o xerife de Noland...
— Não querias perder Alma. Por isso odeias Farnum... e também porque te bateu.
— Pelas duas coisas, sim. Vou matá-lo por essas duas coisas.
— Foste sempre um, cobarde, Marty...
Ele olhava através de duas tábuas da janela. Voltou-se, lívido:
— Nancy, cala-te. Se voltas a falar abro-te a cabeça à coronhada.
Não dispararia contra ela, porque o estampido atrairia gente. Teria, entretanto, de esperar em silêncio a morte— e sem poder avisar o xerife, que, ao acompanhar Benson ao patíbulo, caminhava também, sem o saber, para a morte.
 

domingo, 18 de outubro de 2015

PAS548. O homem com a marca do diabo

Farnum voltou ao «saloon». Viu, então, que Andy Kinder estava derrotado e Ned Linton triunfante.
— Que há, Ned? — perguntou Farnum.
— A obstrução à Justiça acarreta uma forte condenação, não é verdade, xerife?
— Claro. Uns cinco anos, pelo menos — exagerou Farnum.
— Era isso que eu estava a dizer a Andy. Fala, Andy.
— Bem, Knox veio pedir-me que deixasse aberto o «saloon» depois da meia-noite. Não sei o que estão a cozinhar, mas eles estarão aqui antes da madrugada. — E Kinder encheu um copo com a mão a tremer, bebendo-o antes de acrescentar: — Parece-me que lhe preparam uma cilada e que o senhor não poderá contar com ninguém.
— Já sei isso há muito tempo, Andy.
Saíram. Na rua, Farnum comentou:
— Suponho que os criadores de gado não acreditam que os lavradores se atreverão a linchar Benson. De outro modo teriam atacado já.
No templo dos lavradores as luzes estavam acesas, mas agora, em vez das vozes agudas das mulheres, ouviam-se baixos e tenores. O hino era bonito: «Minha pequena ermida no vale».
Tirando o chapéu, entrou seguido por Linton. O pregador Korvin marcava o compasso com a mão. O cântico estava no final e Ned Linton entoou as palavras românticas:
«Oh, vem comigo à ermida do bosque,
Oh, vem comigo ao lugar da minha infância,
À pequena ermida do vale».
Havia uns quarenta cantores, cujas carabinas e espingardas de dois canos estavam inclinadas contra as paredes do templo. Um jovem lavrador tocava o órgão, apoiando pesadamente os grossos dedos nas teclas.
E Clay Korvin tinha qualquer coisa de convicção fanática na comprida face tenebrosa, como guerreiro prestes a triunfar.
Stone Farnum avançou lentamente pelo corredor. Os lavradores iam voltando a cabeça ao ouvir os seus passos. Korvin juntou as espessas sobrancelhas, furioso, e gritou:
— Está a manchar o templo do Senhor! Vá-se embora!
Voltando-lhe as costas, Farnum ficou virado para os lavradores. Na primeira fila viu Elmer Leroy, o pai do rapaz assassinado. Os seus outros três filhos alinhavam-se do mais velho ao mais novo, à sua direita.
— O senhor traz a marca do Diabo! — gritou Korvin. — O senhor e o seu futuro genro! Não tem nada que fazer aqui.
— E mesmo que o Diabo me marcasse não posso entrar no seu templo, Korvin?
Elmer Leroy interveio:
— Deixe-o falar, pregador. Está no seu direito, e para qualquer pecador não há melhor lugar que um templo.
Uma dezena de vozes entoou:
— Amen.
— Diga depressa o que tem a dizer e vá-se embora! — ordenou Korvin.
Farnum contemplou em silêncio as filas de rostos curtidos, obstinados, daquela gente que trazia um propósito definido. Boa gente habitualmente, estavam agora desesperados e eram capazes de tudo.
— Em primeiro lugar devo dizer-lhes que eu represento a Lei. E suponho que a Lei tem diferentes significados, pois todos os homens são diferentes. Consta-me que a Lei nem sempre foi aplicada com honestidade, sem sempre foi aplicada com justiça, mas os senhores podem verificar isto: desde que estão em Noland County, pode alguém dizer, sem faltar à verdade, que eu não apliquei a Lei honestamente e com justiça?
Não esperava resposta e prosseguiu:
— Acho estranho ver armas de fogo no templo do Senhor. Recordo-me de ter lido no colégio alguma coisa sobre os peregrinos que iam rezar ao templo, levando as suas armas, para se protegerem dos índios; mas que eu saiba, não há índios nesta região.
— Já falou bastante, Farnum! — gritou Korvin. — Nós procuraremos que a Justiça seja aplicada, e o senhor não irá impedi-lo com palavras.
De pé, Elmer Leroy advertiu:
— Esse homem ainda não acabou de falar, pregador.
Korvin perdia terreno, pensou Farnum, pois teve de convidar:
— Pode falar, Farnum.
— Já me chegou aos ouvidos o que se propõem fazer. E ao ver as vossas armas de fogo neste templo, verifico que o que ouvi é verdade. Tenho por isso de vos lembrar que não podem tirar Benson da prisão sem me matar primeiro a mim e a Bliss Harlan. E isto transformar-vos-ia em assassinos. Estiveram já no meu gabinete. Sabem que as escadas são estreitas e dois homens esperando em cima matarão muitos de vós. As vossas famílias necessitam de cada um de vós. E a minha necessita também de mim.
— O Senhor está connosco, a nosso lado! — exclamou Korvin.
— Por favor, Korvin; não invoque a despropósito O que é misericordioso para com todos, pregadores e pecadores. O Senhor não pode nunca estar ao lado de quem mate contra a Lei. Tenho ouvido comentar sujamente que sendo Marty Munroe um criador de gado e desejando ele libertar Benson, eu o permitiria porque Munroe vai casar com minha filha. Isso é uma suja mentira. Se Munroe tentar qualquer coisa, mato-o, como matarei qualquer outro que tente contra a Lei que eu represento.
— Tinha de dizer isso — grasnou Korvin. — Mas eu digo-vos que se a Justiça há-de cumprir-se, nós nos encarregaremos de fazer justiça.
Continuando voltado para os lavradores e sem olhar para o fanático puritano, Farnum declarou:
— Benson foi capturado por mim e Harlan. Foi julgado e condenado a morrer na forca amanhã às nove da manhã. Eu prometo-vos que assim acontecerá. Mas qualquer acto de violência da vossa parte colocar-vos-ia fora da Lei e serieis castigados por tentar fazer uma coisa que será feita poucas horas depois legalmente. Muitos de vós votaram por mim. Fizestes isso porque confiáveis em mim, de outro modo não me teríeis elegido. Agora só vos peço uma coisa: confiem em mim.
Dando um passo em frente, parou diante de Elmer Leroy.
— Compreendo quais sejam os seus sentimentos, porque tenho um filho em Denver, de dezanove anos — a mesma idade que tinha Young Leroy. É de toda a justiça que Mack Benson pague com a forca o que fez; mas, é justo condenar vários de vós a morrer por coisa nenhuma?
Solenemente, como se naquele momento caísse em si, disse Leroy:
— Não, não é justo que mais alguém morra, além de Mack Benson.
Korvin bateu com as mãos no rebordo do púlpito:
— Já que falamos de Justiça: É justo que deixemos livres os que pagaram a Benson para matar?
Esta era a pergunta que Farnum receava. Replicou:
— Quando tiver provas contra aquele ou aqueles que pagaram, serão presos e julgados, mas isto não tem agora nada que ver com o que se propunham realizar os que estão aqui reunidos. Deixem que Mack Benson morra na hora marcada segundo determina a Lei.
— Não tinha mais nada a dizer. Saiu do templo, e, na rua, Linton disse:
— Falou-lhes acertadamente, Stone. Se Korvin não voltar a envenená-los...
— Korvin julga-se justo, a seu modo. E aí é que está o mal.
Chegaram ao hotel e Linton despediu-se Farnum continuou a marchar em direcção ao bloco de pedra e troncas, alto e negro, que era o edifício da Lei.

sábado, 17 de outubro de 2015

PAS547. Um pedaço de chapa metálica

O sol ocultou-se por detrás das nuvens e um trovão reboou ao longe.
Dirigindo-se ao seu escritório, Stone Farnum contemplou a estrela que usava ao peito. Apenas um pedaço de chapa metálica...
Significava aquilo alguma coisa? Um pedaço de chapa...
E por debaixo um coração, que não podia bater como o dos outros mortais. Porque pertencia a um homem que era apenas xerife.

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Encontro com «O Xerife»


Passeava-me pelo Coisas, na rotina diária: pesquisar por «Búfalo», depois «Bisonte», às vezes «Cow-boy»...
E nesse dia algo apareceu: um livro da Bisonte com uma belíssima capa, a um preço exorbitante para «Comprar Já». Apesar do preço não hesitei. Este livro, um Peter Debry, autor famoso na área do policial, merece o que pedem por ele tão raro ele é. Vou introduzir o texto que segue na sua referência no blog e, para tramar os especuladores, vou disponibilizá-lo para download.

O Xerife
Stone Farlum era xerife em Noland, povoação do Oeste minada por um grave conflito entre lavradores e criadores de gado. Estes reivindicavam a posse das terras que utilizavam como pastagens e que o Governo tinha atribuído aos lavradores.
Em consequência deste conflito de interesses, alguém contratou o assassino Mack Benson para fazer a vida negra aos lavradores o qual acabou por matar o jovem Leroy, sendo condenado à forca.
As pessoas tinham confiança no xerife, mas o facto de a sua filha Alma estar noiva de Marty Munroe, o mais feroz dos criadores de gado, granjeou-lhe a desconfiança do outro grupo.
Esta novela descreve praticamente o último dia de vida de Benson entre o momento em que os lavradores conspiram para o linchar e o da sua execução no meio da qual Marty tenta abater Farnum por este poder ter provas para o incriminar. Uma mulher acaba por ter um papel decisivo e tudo se resolve com a sua ajuda.
A capa deste livro é muito sugestiva. Ela mostra uma entrega de arma ao prisioneiro, operada por uma rapariga bonita enquanto o xerife finge que não vê. Não se pense que as coisas se passaram assim. Para saber como a arma chegou a Benson e o papel que a menina teve é preciso ler «O Xerife»