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quarta-feira, 2 de outubro de 2013

PAS095. Casar... só com o cavalo

- Você está muito calado, Flanagan. Não lhe interessam os problemas de amor? – perguntou Bagger.
- Não, senhor. Nunca pensei no casamento, pois sou um celibatário por princípio. E ainda menos com certa espécie de mulheres.
- A quais se refere em particular? – perguntou Swan (o janota) curioso.
- A essa espécie de meninas teimosas e cheias de caprichos que fazem com que a liberdade de um homem se converta num eterno cárcere.
- Não sabia que você tinha essas teorias, Flanagan – quis continuar Bagger, divertido, a conversação. – E não acredita poder tentar domar a essas meninas? Há algumas que estão mesmo a pedir isso.
Bob levantou as sobrancelhas e fez uma careta.
- De qualquer maneira, prefiro os cavalos – assegurou secamente.

PAS094. A arte de selar um cavalo selvagem

Bob Flanagan distinguiu um «cow-boy» que estava a pôr a silha em «Dinamite», o mais perigoso de todos os cavalos de Bagger. Fazia aquele serviço tão mal que Bob nem queria acreditar no que via, pois naquela terra, segundo acreditava, não havia tipos tão desajeitados.
O animal parecia estar nervoso e soltou um relincho. À medida que se aproximava, Bob chegou a pensar que o bicho estava a magoar-se pela maneira como sacudia a cabeça enquanto dava fortes patadas.
Que fazia aquele desgraçado? Além de estar a maltratar o bicho expunha-se a ser esmagado por um coice furioso.
Aproximou-se rapidamente, com os olhos chamejantes de ira, disposto a castigar o homem. Já perto dele passou-lhe uma nuvem vermelha pelos olhos. Ao lado dele e sem sequer lhe dar tempo a aperceber-se da sua presença, agarrou-o por um braço, sacudindo-o com toda a força.
Grande estúpido! Não te deixo nem um osso inteiro!
Levantou os poderosos punhos disposto a golpear sem compaixão. Era impossível perdoar a um homem do Oeste que não sabia tratar de cavalos, se, afinal de contas, muitas vezes um cavalo era mais apreciado do que uma pessoa.
Antes, com o braço esquerdo, já o tinha agarrado por um ombro e feito dar rudemente meia volta, com a intenção de bater-lhe no rosto com o punho direito, pois atirou-o com velocidade de um raio. E a mão cerrada já fendia o ar, quando Bob Flanagan abriu muito os olhos espantado com as feições que distinguia.
O esbelto «cow-boy» era Linda Bagger.
 
E agora? Já viram o sarilho em que o Bob está metido? Acham que consegue travar o punho? E o cavalito? Resolverá também mostrar os nervos?

PAS093. Uma chegada fascinante

Na rua brilhava um sol esplendoroso. A pequena cidade parecia coberta de oiro contrastando com o azul intenso do céu que resplandecia limpo de nuvens.
Como pano de fundo, a «Death Sierra», fantástica amálgama de rochas e vegetação. A um lado, cortado a pique, destacando-se bem erguido, um impressionante monólito. O sopé da montanha, salpicado de ranchos rodeados de frondosos bosques, confinava com um extenso bocado de terra arenosa de forma bastante regular.  Todo ele atravessado pelo rio Fresh que corria através de milhas e milhas do Oeste americano.
Bob Flanagan respirava satisfeito o ar fresco e límpido da manhã.
No dia anterior tinha chovido. A terra, ainda húmida, exalava agradáveis emanações. Enrolou um cigarro e enquanto expelia algumas nuvens de fumo, pensava na forma de dar solução aos problemas que lhe apareciam no presente. Tinha pensado dedicar-se à pesquisa de ouro; estava certo de que triunfaria.
Ouviu gritos, o estalar de um chicote e o fragor dum brioso galope, divisando em seguida, quando dirigiu o olhar para o sítio de onde procediam estes ruídos, a diligência que chegava. Aproximou-se da paragem esperançado em encontrar algum conhecido para pedir-lhe emprestados uns dólares.
Os seus olhos ficaram imóveis de repente. Neles podia ler-se a mais profunda admiração. Quase inconscientemente deu uma ligeira piscadela que lhe emprestou às feições uma expressão travessa.
Tudo isto foi devido ao aparecimento de uma mulher de cabelo doirado, com uns olhos azuis, uma boca vermelha e carnuda, uma pele muito branca e uma deliciosa figura envolta num vestido de viagem, de excelente decote. Naquele momento descia da carruagem ajudada por um homem dos seus vinte e sete anos, irrepreensivelmente vestido, de espessa e cuidada cabeleira castanha. As suas maneiras eram afetadas e contrastavam nitidamente com o rude ambiente que o rodeava.
A dama já estava sobre a rua, ainda húmida, de Seven Ways, e o olhar fascinado de Bob Flanagan não se afastava dela. Foi nessa altura que o elegante e cuidado acompanhante daquela mulher reparou na expressão fixa das pupilas de Flanagan. A distância que os separava era pequena mas mesmo assim gritou:
- Eh, seu patego! Não ofenda esta dama com o seu estúpido olhar.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

BIS027. Ouro, semente da morte


(Coleção Bisonte, nº 27)
 
Garry Bagger sempre fora homem afortunado. Nascido em Inglaterra e ali casado, abandonara a pátria, esposa e filha seguindo atrás da aventura. Dirigiu-se ao Far West, o cenário mais indicado para que um espírito aventureiro sinta as realidades da vida e triunfou. Um dia, a filha foi ter com ele e a sua chegada emparceirou com um conjunto de factos que modificaram completamente as suas vidas. O primeiro encontro dela com Bob Flanagan não terá sido o mais recomendável, mas este passou a ter um papel fundamental na vida dos Bagger e com o assassinato do venerável Bagger cometido pelo mais pérfido dos pistoleiros, veio a demonstar toda a sua valentia na descoberta e eliminação do assassino.
Trata-se de um livro excessivamente extenso de Sam Fletcher. Um livro onde as coisas vão correndo de morte em morte até ao desaparecimento do bandido.


Passagens selecionadas: