Mostrar mensagens com a etiqueta POL031. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta POL031. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

PAS149. Convidados pelo medo

O revólver do «Tarefas» disparou três vezes seguidas e outras tantas garrafas ficaram sem gargalo, começando o líquido a gotejar pelas prateleiras abaixo.
- Vá, O’ Hara, sobe e traz para baixo essas garrafas. Não dirás que não te ajudamos. Assim não tens necessidade de lhes tirares as rolhas.
Os outros três bandidos riram-se da graça e até alguns entre o público esboçaram sorrisos ou se riram a meia voz, sem demasiado entusiasmo.
O’ Hara voltou a subir pela escada de mão até às garrafas, que se encontravam na prateleira superior.
Nesse instante, Noel Logan entrou no estabelecimento. Ninguém deu pela sua entrada, atentos como estavam à cena em que o dono da taberna servia de protagonista e aos comentários dos quatro bandidos.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

PAS148. Soluços de uma jovem desesperada

Depois de meditar alguns instantes, resolveu levar a cabo um reconhecimento na casa que daí em diante ia habitar, a residência daquele que fora o representante da Lei.
Ao chegar à porta, empurrou-a com decisão, certo de que lá dentro não estaria ninguém. Mas uns soluços que escutou fizeram-no deter-se no umbral. Os soluços cessaram acto contínuo, talvez porque se tinham apercebido da sua chegada.
Reparou que havia movimento no quarto do lado e deu dois passos nessa direção. De novo se deteve, surpreendido.
Barrando-lhe a passagem, acabava de surgir uma rapariga. Era alta, morena, de extraordinária beleza, com uma cabeleira comprida que lhe caía pelas costas como uma catarata de ébano brilhante e sedoso.

POL031. Mãos ao ar, xerife


(Coleção Pólvora, nº 31)
 
Noel Logan era um humilde vaqueiro, muito jovem, que ousou olhar para a menina mais bela do povoado e convenceu-se que o seu sorriso era uma promessa da felicidade futura. Um dia, encheu-se de coragem e procurou-a para lhe propor casamento, tendo sofrido notável desilusão na presença do noivo da menina, filho de uma abastado rancheiro da região.
Ferido, mortificado, resolveu partir em busca da fortuna. Esta foi um pouco madrasta com ele e, quando estava no seu acampamento, com os seus parcos haveres, um grupo de quatro indivíduos assaltou-o, roubando-lhe tudo, inclusivamente água. Seguiu-os com a força dos danados e atravessou o deserto, tendo chegado faminto e desidratado à mesma povoação para que eles seguiram e onde se dedicavam ao crime organizado protegidos por um notável. Não o reconheceram, felizmente para ele.
No desenvolvimento da atividade criminosa do grupo, o xerife foi abatido e, como mais ninguém se oferecesse para o lugar, Noel foi nomeado xerife pelo notável.
Começa aqui a desenrolar-se a feliz história de Noel que, pouco depois, se encontrou com a bela filha do xerife assassinado e ambos começaram a colaborar para eliminar os bandidos. Imagina-se o final da história: o xerife impôs a lei e bela menina ficou com ele.