— Não continues! — atalhou Francis. — Se pretendes que me defronte com eles, deixa de sonhar. Não sou nenhuma criança, é... — Mas portas-te como se o fosses — afirmou Boston, com ar desdenhoso. — Um homem procurava divertir-se como se divertiram ontem à noite os teus amigos.
— Que queres dizem? — perguntou o bandido, com voz rouca.
— O que te diriam Brenann e os outros, se não fosses mestiço. Mas vê-se que há coisas que reservam só para eles, e...
— A que te referes?
— Deita uma vista de olhos para o interior da cabana!
Obrigando-o a continuar de costas e com os braços no ar, Lone Francis voltou a cabeça por um instante. O que viu deixou-o sem fala. Nem queria acreditar no que via. Era impossível que fosse real, não só a beleza esplendorosa da rapariga, mas que tivesse despido a blusa e o olhasse com aquele gesto de triste resignação.
— Admiras-te? — perguntou Carvett, adivinhando o que se passava na mente do outro. — Pois se os outros aproveitaram, tu...
O mestiço não o ouvia. Nos seus olhos brilhava o fogo de todas as paixões inconfessáveis. A rapariga era a mais bonita que contemplara em toda a sua vida. E, além disso, branca e pura! E tinha-a ali, ao alcance da mão, sem pensar em oferecer resistência!
