Mostrar mensagens com a etiqueta Honra. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Honra. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 16 de julho de 2013

PAS018. O código de honra dos homens das planícies


- Penso que Lou Garnett não era tão mau como dizem. Desertou depois de matar cara a cara, com as armas na mão, o seu comandante. Negou-se a fuzilar quatro índios inocentes, e quando o superior quis disparar contra ele por insubordinação, antecipou-se-lhe. Ajudado por vários oficiais e soldados fugiu do fortim situado nas fronteiras apaches. Perseguido, rumou para Noroeste numa correria violenta. Nunca desafiou nem matou ninguém a não ser quando lhe punham o dilema de matar ou morrer. Assim, deste modo, todos sabemos como é difícil manter prestígio na nossa terra.. Finalmente, alguém acabou com ele à traição.
- Uma história vulgar e nada edificante.
- É o que parece. Há deserção, rebeldia, homicídios tudo quanto os nossos códigos castigam. Mas há códigos diferentes entre os homens das planícies. Um código que ignora leis e papéis, mas que não ignora a lealdade, a valentia e a honradez. Segundo esse código, Lou Garnett foi um grande homem. Mas também dizem que o foram outros «homens maus» do Oeste e do Sudoeste.
(Coleção Arizona, nº 9)

segunda-feira, 15 de julho de 2013

PAS016. Sem Perdão

Cometeste o pior de todos os crimes: a traição. Por tua causa morreu muita gente. E são muitas as mães, as esposas e os filhos que choram os seus mortos. Podias ter escolhido o uniforme cinzento, ninguém to impedia. Era mais nobre combater com ele, se era isso o que na verdade ambicionavas. Mas o que não tem perdão é usar todos estes anos uma farda, e quando chega o momento mais importante duma guerra atraiçoá-la e com ela os teus companheiros que sempre confiaram em ti, os teus amigos, a tua bandeira, a tua pátria em suma…
(Coleção Arizona, nº 8)