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sábado, 26 de outubro de 2013

QST001. A questão da autoria de Cadeias de Sangue

O número 37 da coleção Arizona exibe na sua capa, em lugar de autor, o nome Buffalo Valley. O mesmo acontece na página 3, onde vulgarmente essa informação surge acompanhada do título da coleção, da obra e do responsável pela tradução (neste caso, Alice Chaves).
A mesma informação sobre autoria existe no registo da Biblioteca Nacional.
Acontece que mais nenhuma obra existe publicada em Portugal com este nome de autor. Por outro lado, no interior da obra nota-se que Buffalo Valley designa a região onde inicialmente residia “o herói”.
Pusémos assim em causa a autoria reconhecida pela APR. Procurámos nas listas de títulos disponíveis, mas nesta fase a Arizona não publicava o nome de autor nessas listas à semelhança do que acontecia noutras coleções da APR (Búfalo, Bisonte e Pólvora).
Admitimos que o autor fosse o responsável pela tradução, mas Alice Chaves era um nome que surgia com alguma frequência na tradução de obras nesta fase. Por outro lado, o livro indicava como título original “Cadenas de sangre”, sugerindo a sua proveniência de Espanha o que era comum a estas obras publicadas no nosso país.
O trabalho de catalogação de títulos da literatura popular do século passado e sua divulgação na NET está muito mais avançado em Espanha do que no nosso país e uma base de pesquisa indispensável é o blog Bolsilibros (http://bolsilibrosbruguera.wordpress.com/) da autoria de Nicolas Solvarin.~
Realizámos aí uma pesquisa. A coleção mais parecida com a Arizona é Salvage Texas, mas nesta nada existia de parecido com a obra em causa. Em contrapartida o número 199 da Bisonte da Bruguera tem o título “Cadena de Sangue” e tem como autor Fidel Prado. Não nos repugna associar esta obra a este autor dado que o seu estilo tem muito a ver com a mesma. A reforçar esta ideia, o facto de ter sido autor do número 36 da Arizona. Assim, procedemos a esta modificação, com algum risco é certo, mas parecendo-nos o mais correto.

PAS145. A mensagem do moribundo

 John abriu os olhos e fitou o rosto da jovem. O sangue, em abundância, afluia-lhe aos lábios. Sílvia, que o sustentava, notava a frialdade que se ia apoderando dele.
- Obrigado… - sussurrou John, com voz quase extinta – Eu… não… quis… alvejá-lo – e o seu moribundo olhar pousou no agente, afastado uns passos, ainda envaidecido por haver caçado o famoso «Rapid John» tão facilmente.
Sílvia captou a desesperada mensagem do  moribundo. Aquele homem de vida atormentada, no decorrer da qual roubara as vidas de outros semelhantes, queria expressar que nunca matou por capricho e que até naquele derradeiro momento não disparou contra o agente, tendo tempo de sobra para o fazer.
- Sim, John, todos nós vimos isso – disse ela, com os olhos arrasados de lágrimas. E, num impulso indomável, aproximou os lábios para beijar o rosto de John.
Ele ainda viu acercar-se aquele rosto maravilhoso e sentiu a cálida e doce carícia dos seus lábios. Depois, o belo rosto esfumou-se para dar lugar a outro rosto querido e nunca olvidado, as feições amoráveis da mãe, que se debruçava sobre ele, com o sorriso doce com que o acarinhava em pequenino.
Depois… nada.
(Coleção Arizona, nº 37)

ARZ037. Cadeias de sangue


(Coleção Arizona, nº37)
 
 
Lendo as histórias das fronteiras americanas na sua época mais tumultuosa, chega-se ao conhecimento de que, ao ser exterminadas, pelos agentes federais e Batedores do Texas, algumas famosas quadrilhas de foragidos, que operavam nos estados norte-americanos do sul, os escassos sobreviventes fugiram para as regiões situadas mais a norte.
Uns prosseguiram no caminho da violência até serem inexoravelmente caçados pela Lei. Outros desapareceram misteriosamente, não voltando a saber-se nada deles.
A narrativa que segue poderia muito bem ser a história de um desses fugitivos «fora da lei»
(Em: coleção Arizona, nº 37)
E juntamos nós: Rapid John atirado para a cena do crime por canalhas usurpadores das suas terras estava quase a cair no esquecimento, a encontrar aquela que o converteria num honrado cow-boy quando se encontrou com a lei e foi obrigado a pagar a sua dívida com a vida.
Deste livro extraímos uma passagem e deixamos uma questão relacionada com o "autor" Buffalo Valley:


PAS145. A mensagem do moribundo
QST001. A questão da autoria de Cadeias de Sangue