Mostrar mensagens com a etiqueta BIS076. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta BIS076. Mostrar todas as mensagens

domingo, 22 de fevereiro de 2015

PAS433. Perigos de novo encontro ao luar

Oculto no bosquezinho de álamos próximo à divisória do seu rancho com as terras de Harper Patterson, Jesse Lasky esperou pacientemente que despontasse a lua.
O tempo decorreu sem que coisa alguma interrompesse o silêncio da noite tranquila, e, de súbito...
O ruído de uns cascos de cavalo que chocavam com o solo chegou claramente aos ouvidos do jovem. Deitado sobre umas moitas que cresciam ao redor de uns troncos, Jesse Lasky viu aproximar-se um cavaleiro solitário quase ao mesmo tempo...
A uns trinta metros de distância, para o seu lado direito, quase no extremo do bosquezinho, notou outras duas sombras escuras que se moviam lentamente ao encontro do cavaleiro que se aproximava.
Um minuto depois Jesse sabia já, com absoluta certeza, que Klondy Patterson tinha acudido ao encontro que lhe tinham marcado como se fosse ele. E como tudo estivesse já planeado de antemão...
No preciso instante em que a jovem chegava a poucos passos dos álamos, exatamente quando refreava o seu cavalo; uma corda serpenteou pelos ares e o laço caiu-lhe exatamente sobre os ombros.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

PAS432. Desejos de vingança

Harry Berle foi enterrado no dia seguinte, na propriedade dos Lasky. Jesse tinha enviado um carro e certo número de rapazes para levarem o cadáver.
Moyland, o trabalhador companheiro do morto, foi encarregado de encher de terra a tumba do amigo, enquanto os outros, com as vozes roucas de emoção e com os rostos lúgubres, cantavam um hino.
Acabado o ato piedoso, Jesse Lasky e os seus homens iniciaram o regresso ao rancho. A silenciosa cavalgada avançava agora, indo cada um dos componentes entregue aos seus próprios pensamentos, embora os sentimentos fossem idênticos e compartilhados por todos.
À cabeça do grupo, Jesse Lasky, com as frias pupilas iluminadas por um brilho estranho, conduzia o «Bailarino» maquinalmente. Mal dava conta do caminho que percorria. Foi a voz do que seguia a seu lado, precisamente Moyland, que o fez voltar à realidade.
O vaqueiro, amigo do morto que acabavam de enterrar, havia exclamado:
— A isso chamo eu ter valor. Olhe quem vem aí, patrão! Que me enforquem se não é a filha de Patterson em pessoa!
O vaqueiro não se enganava.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

PAS431. Provocação assassina

Budd Holt, o pequeno capataz de Harper Patterson, apeou-se ido seu cavalo à porta do principal «saloon» do povoado. Num gesto instintivo puxou as pistolas um pouco para a frente e começou a subir ais escadas que separavam da rua o «saloon». Depois empurrou os guarda-ventos.
Já dentro da sala examinou os fregueses com os seus olhos pequenos. Tinha as mãos a uma polegada dos seus revólveres. Ia ali dar um golpe contra. os Lasky, mie ks era um pistoleiro demasiadamente sabido para se deixar apanhar desprevenido.
Junto do balcão, com os pés assentes na respetiva barra, notou dois homens que estavam a beber. Reconheceu-os imediatamente como empregados da família Lasky e sorriu.
Budd Holt ia à procura de sarilhos e sentia-se animado pelo desejo de matar.
Avançou para o balcão, com os ombros retraídos, as mandíbulas rígidas e todo o corpo encolhido.
O taberneiro acabava de passar um copo por água, quando se voltou para ele.
— Um «whisky»... e depressa — ordenou perentório.
A bebida foi-lhe servida imediatamente e ele engoliu-a com igual rapidez.
— Outro! — pediu. — Imediatamente!
Atirou, com petulância, um dólar sobre o balcão, enquanto perguntava ao taberneiro;.
— Apareceu pelo povoado esse «medricas» do Jesse Lasky?

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

PAS430. Tiros na noite dum encontro secreto

Naquela noite, à hora da ceia, Harper Patterson esteve de muito mau humor e falou pouco. Não notou que a filha, também estava silenciosa e preocupada com os seus pensamentos. Como também não notou que...
Acabada a ceia, quando se retirou para os seus aposentos que utilizava coma escritório, a sua filha deslizava, até às cavalariças e aparelhava um cavalo. Em compensação…
O pequeno capataz Holt, que se encontrava a fumar um cigarro, junto ao extrema da cerca, viu-a quando se afastava dali a galope. Imediatamente, o mirrado homenzinho aparelhou outro cavalo e partiu atrás dela.
Quando alcançou o caminho, a lua começava a surgir pelo lado oriental do planalto. Uma sombra diminuta, que corria pelo caminho, revelou a Holt tudo o que ele desejava saber. Klondy Patterson dirigia-se para o rancho dos Lasky.
E assim era. Correndo sem olhar para trás, a rapariga seguiu pelo caminho até ao ponto em que este penetrava pela boca de um curso de água e se dirigia para o Norte. Ali Klondy voltou para Oeste.
Atrás dela a lua mostrava o seu esplendor de uma velada brancura, cabriolando no mar de relva, salpicado de figueiras silvestres e nopais.
O cavaleiro que a seguia podia fazê-lo facilmente a meia milha de distância. Por isso, a rapariga sem poder suspeitar de que era seguida por alguém, continuava o seu caminho tranquilamente. Assim andou cerca de cinco milhas e, por fim, ao chegar junto a um pequeno bosque de álamos, parou. Enquanto desmontava, ouviu uma voz de homem que a interpelava:
— Então sempre veio?

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

PAS429. Um relincho na noite escura

Esmorecia a tarde. Para as bandas do Oeste, atrás do Baboquivari Peak, acabava de se esconder o sol. A ténue obscuridade do crepúsculo, que ia aumentando sem cessar, depressa se transformaria num tenebroso manto de sombras que envolveria, durante algum tempo, dissimulando-a, a desoladora monotonia da paisagem.
Um pouco mais tarde despontaria a lua e o firmamento povoar-se-ia de milhões de estrelas cintilantes.
Os sons propagar-se-iam com maior nitidez. Um ou outro dos animais que povoavam aquelas solidões daria sinais de vida no seu noturno vagar, para procurar alguma presa. Os catos e as «choyas» (1) projetariam as suas sombras na areia, como que num intento de animar um tanto a paisagem, povoando-a de espectros fantasmagóricos.
E, contudo...
Nada daquilo diminuiria a avassaladora solidão. A não ser, talvez, fazer ressaltar com maior intensidade do que nunca a grandiosa imensidade dos mistérios da Natureza.
Porque o deserto continuaria a ser o mesmo.
Ali, naquelas paisagens de desolação e morte, não se podia pensar outra coisa. Ainda que, por vezes...
O cavaleiro que avançava para o Norte, esquadrinhando, sem cessar, o terreno que o rodeava, parecia estar acostumado àquele ambiente. Conduzia o cavalo com pulso firme e seguro sem mostrar a menor hesitação.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

PAS428. Uma perspetiva sobre o Arizona, o Estado Bébé

Chamam ao Arizona «O Estado Bebé» (Baby State), mas, de todos os Estados da América, é, certamente, o que recebeu o apodo menos apropriado. Este extenso território, mais de metade da superfície de Espanha, possui quase tantas terras situadas verticalmente, como horizontais.
Pela sua extensão é o quinto Estado da União.
A origem do seu nome induz em erro, sabendo-se que deriva do termo «Arizona» que em índio «papago» significa «região de pequenos cursos de água».
 O visitante poderia julgar, por isso, que se ia encontrar num oásis, com sussurrantes cursos de água e límpidos mananciais, mas...
Bem longe disso, a Natureza fez Arizona completamente árido. O seu único grande rio, o Colorado, que forma a maior parte da sua fronteira ocidental, tem a sua origem noutro Estado.
Os únicos cursos de água de relativa importância, o Gile e o Salto, são alimentados por pequenas torrentes que somente têm bastante água na época das chuvas. No entanto...
 O Governo intentou, e com notável êxito, transformar Arizona num oásis artificial. Duas represas gigantescas, a «Boulder Dam», no Colorado, e a «Roosevelt Dam», no Salt, proporcionam a água necessária para a rega de vastas regiões, hoje em dia férteis.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

BIS076. Duas balas para um coração

(Coleção Bisonte, nº76)
 
 
 
Apesar de um estilo menos agradável tendente à geração de suspense, este livro até é engraçado, ao contrário do que geralmente ocorre com o sr. Kirby que eu arrumo no lote dos autores chatos apesar de bem documentados.
Este livro inicia-se de forma muito engraçada com o encontro noturno de Klondy e Jesse, encontro que se prolongou em passeio e depois se repetiu por duas vezes, sabendo a pequena que Jesse queria vingar a morte do irmão cuja responsabilidade atribuía à família. A certa altura perde-se em cavalgadas para a esquerda e a direita e assim se ocupa a parte final até à descoberta do verdadeiro assassino do irmão de Jesse.
Naturalmente, tudo acabou em bem e Jesse e Klondy viveram felizes para sempre sem necessidade de mais encontros secretos