A jornada já durava quatro dias e James deixara de conhecer o caminho que nunca trilhara. A região era quase desértica e montanhosa. Boa para a caça, porém. A única preocupação era o aprovisionamento água, pois tivera de desviar-se dos cursos de rio mais importantes. Com o intuito de inspecionar o horizonte, obrigou o cavalo a subir a escarpa da montanha e, de um promontório, pôde lançar as vistas em redor. Foi então que, com os olhos resguardados pela mão aberta, a servir de pala, divisou os vultos de três cavaleiros: lançados velozmente para o ponto em que se encontrava. Era fácil de perceber que o mais adiantada fugia aos demais.
James observou que a diferença de meia milha diminuía em cada instante. O cavalo do fugitivo era menos veloz ou estava mais fatigado. Não tardou a ficar ao alcance de tiro, mas os perseguidores, não obstante empunharem revólveres, não os disparavam. Um deles guardou, mesmo, a arma, e muniu-se do laço.
James Carson, firmando melhor a vista sobre o fugitivo, reparou que montava um cavalo sem sela e que os longos cabelos esvoaçavam ao vento.
— É um índio... ou talvez uma índia! — murmurou, admirado.
Manteve-se no seu posto de observação, dominando a montada inquieta. Viu o laço voltear sobre a cabeça do perseguidor, preso, por uma ponta, e depois voar ao encontro da fugitiva. Sim, James não tinha já dúvidas de que se tratava de uma mulher. A corda enlaçara-a brutalmente pelo busto e o nó corredio apertara-se imediatamente, imobilizando-a. Bastaria que o perseguidor parasse ou puxasse a corda para que ela se estatelasse no solo pedregoso.

