sexta-feira, 1 de novembro de 2013

POL033. Ódio de Raças


(Coleção Pólvora, nº 33)

PAS152. O amor como escudo humano

- Com que então eras tu, eras tu o assassino! – gritou a jovem, fitando o seu primo com um olhar horrorizado. Até agora duvidava, apesar de tudo!... Não concebia que pudesses ser tão miserável!
O criminoso ergueu-se como eletrizado, e um rugido brotou da sua garganta. Moveu-se com a velocidade do raio e, com um brusco puxão do seu braço, atraiu a si a jovem e pô-la diante dele, utilizando-a como escudo. Ao mesmo tempo, com o outro braço, que se movera com igual velocidade, arrancou a um dos homens do xerife, e apontou com ele a cabeça da prima.
- Maldita sejas! Porque vieste aqui?... Agora tenho de te matar! – exclamou, numa voz em que se apercebia uma estranha nota de pesar. – Não posso permitir que continues a viver e te entregues a esse maldito hipócrita!... Eu queria-te!... Fiz tudo para te conquistar!

PAS151. O ataque à orelha do cobarde

Bully Mareno, que tinha empalidecido, tratou de afastar Joss da porta, empurrando-o furiosamente com um ombro, mas não conseguiu fazê-lo mover-se nem uma só polegada. Plantado ali, o corpo de Joss era irremovível. De repente, Bully, com um movimento rápido, sacou do revólver, que costumava usar pendente do cinto.
- Cuidado! – gritou Carol alarmada.
Ferris sorriu, calmamente, sem se preocupar com  o amigo. Conhecia-o demasiado bem.
Com efeito, por muito rápido que tivesse sido Bully ao sacar o revólver, Joss respondeu-lhe com maior rapidez ainda, pois não precisava de sacar arma nenhuma. A sua mão aberta estendeu-se de súbito até à cara de Mareno e raspou-a de cutelo até atingir a orelha e sem se deter com o débil obstáculo… Não foi uma ancada. Foi um espantoso raspão. O lóbulo da orelha ficou um pedaço pendente e todo aquele lado da cara se tornou logo vermelho. Mais tarde ficaria negro.
O efeito sobre a vítima foi espantoso. Urrou como se o tivessem regado com azeite a ferver aquela parte da sua anatomia. Largou o revólver, deixando-o cair, e com ambas as mãos apertou a orelha à face. A primeira sensação para ele devia ser que lhe tinham arrancado aquele apêndice.
(Coleção Pólvora, nº 32)