Lawson ficou a olhar, incrédulo, para Julie Anderson.
A arriscada rapariga do «saloon» encontrava-se encolhida a um canto do quarto, com o rosto desfigurado e o olhar alucinado. Mas, além disso, o cabelo, até então ruivo, tinha-se tornado branco, quase por completo. Parecia que tinham passado por ela vinte e cinco ou trinta anos...
O aspeto de Molly Pitcher também era pouco melhor. Quanto aos dois guarda-costas de Raines, estavam bastante nervosos e a fumar.
Depois de um breve momento de silêncio bastante tenso, o «sheriff» fez a primeira pergunta em tom compassivo.
— Como vai isso, Julie?
Ela olhou-o como se o não visse. Tremiam-lhe os membros, e balbuciou com voz rouca, fraca:
— Não... Não é um ser de carne e osso, como nós... É um fantasma!





