quarta-feira, 11 de junho de 2014

BIS067. O homem de Dodge

(Coleção Bisonte, nº 67)
 
 
Tinham chegado à cidade conduzindo uma manada com a qual fizeram bom dinheiro. Depois de dois anos sem verem aquele bulício, ficaram fascinados. Um foi procurar a prometida namorada. Outro foi beber uns copos... e houve quem se aproveitasse da sua fragilidade: embebedaram-no, conduziram-no ao jogo, ficaram-lhe com todo o dinheiro e, quando descobriu que tinha havido batota, mataram-no.
Mas a sorte do seu irmão foi um pouco melhor, embora também não fosse boa: a prometida professorinha era agora uma grande senhora, dona de alguns domínios, que aproveitara o bom relacionamento com um batoteiro de boas maneiras, o mesmo que lhe matara o irmão... e começou a vingança... que só terminou quando seguiu o seu caminho de mão dada com a mulher que amara.
Este livro de Mark Halloran é, mais uma vez, notável. Pelo conteúdo e pelo estado: está completamente esfrangalhado, cadernos quase separados; a capa, não assinada, digna do cartaz de um Western dos bons velhos tempos, está cheia de vincos, mas mantém alguma beleza; e, no entanto, está completo o que dá para saborear todo o conteúdo...

Não extraímos passagens. O livro deve ser desfrutado por inteiro. Para tal, proceda ao download de

 

segunda-feira, 9 de junho de 2014

BIS066. Terra queimada

(Coleção Bisonte, nº66)
 
 
 
"O território do Oregon, disputado tempos atrás pela Inglaterra e Estados Unidos, fora já admitido na União como trigésimo terceiro estado. Algumas feitorias britânicas estabelecidas ali anteriormente, mantinham-se adaptadas à nova estrutura política. Mas algumas havia que, segundo parecia, não procediam com lealdade..." . palavras de A. Rolcest.
É neste contexto e no territótio dos mil lagos que toda uma série de feitorias de obediência às leis da União aparecem destruídas, arrasadas e bem assim todas as povoações que as apoiavam. Parecia consequência de ataques de índios, mas isto levou a pensar-se que alguém pretendia jogar no descontentamento entre Yankees e índios.
O autor traz-nos uma obra muito interessante com todo o sabor do ambiente do estabelecimento dos colonos. Na acção, uma jovem tem um papel essencial, mostrando por que razão A. Rolcest é considerado um dos poucos autores em cujas novelas as mulheres não têm um papel secundário, de ornamentação/finalização adocicada.
A capa, não assinada, mostra um pormenor da luta com um bando de traidores que se tinha vendido aos ingleses.

domingo, 8 de junho de 2014

BIS065. Um cínico de respeito

(Coleção Bisonte, nº 65)
 
 
 
Fred Kerr e o seu amigo Bill ficaram numa má situação quando souberam que o negócio do seu patrão em Kansas City tinha sido penhorado e que não iriam receber os trezentos e cinquenta dólares prometidos pela venda de fechaduras «infranqueáveis». No desespero da situação, Fred recebeu a notícia de que um tio tinha falecido e que era o seu herdeiro universal. Partiu para o Texas acompanhado do seu amigo, usando toda a espécie de estratagemas para financiar a viagem. No caminho deparou com a jovem Cleo, prometida de um indivíduo bastante rico em Navasota, terra de seu tio, e sentiu-se apaixonado por ela.
Afinal o rancho que o velho Kerr lhe deixara era uma miserável barraca. Mas para diminuir o seu desespero, Fred veio a ser contatado para procurar ouro que o tio tinha guardado a alguma distância do povoado. Continuando a viver dos seus golpes, Fred conseguiu algum dinheiro do governador, fingindo a organização de uma festa para financiamento de uma estátua a Sam Houston, e partiu à procura do ouro…
Este livro de Keith Luger tem alguma graça, mas não passa de um conjunto de situações mirabolantes, postas à frente de um falido para ultrapassar a sua pobre realidade. O perfil de Fred, o cínico, é bem traçado e o rapaz acaba por ter alguma regeneração conseguindo no final conquistar a bela Cleo…
 

sábado, 7 de junho de 2014

BIS064. A cidade morta

(Coleção Bisonte, nº64)
 
 
Nada parecia poder salvar aquela cidade. O gado, levado pela peste, morreu. As pessoas começaram a adoecer com manifestações corporais repugnantes. Os rios eram depósitos de água inquinida.
Mas tudo isto se tornou suspeito e um grupo de homens resolveu resistir, averiguar o que se passava e defender a sua terra. Para não haver represálias sobre outros que a abandonaram e se instalaram a alguma distância, "esperando que tudo passasse", resolveram cobrir as suas feições. Garantiam assim que a repugnância que despertavam não era estendida aos que acolhiam os seus companheiros mais pacatos...
E aos poucos veio a perceber-se que tudo aquilo fora engendrado por uma mente pérfida interessada em que todos partissem para se apoderar de algo muito rico...
Trata-se de um livro de A. Rolcest que considero um pouco "chato".
A capa, de Bosch Penalva, mostra um dos encapuçados (encapuchados no livro) em acção.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

BIS063. Esta é a minha lei

(Coleção Bisonte, nº 63)
 
 
Neste livro, Keith Luger trata, mais uma vez, as sequelas do fim da guerra civil americana. Um grupo de quatro homens, verdadeiros "desperados", cavalga para oeste procurando afastar-se dos locais de concentração dos soldados derrotados. Usam alguns artefícios para subsistir e um deles é preso na sequência de uma tentativa de assalto a um banco. Como libertá-lo? Tendo conhecimento que um novo juiz se vai apresentar na povoação, um dos elementos toma o seu lugar com o objectivo de proceder ao julgamento do elemento preso e libertá-lo. Assumir outra identidade é tema recorrente em Luger. A sua encenação é convincente e um encadeado de situações fá-lo mostrar que é tão bom nas suas sentenças como a usar os colts.
A capa, de autor desconhecido, reflecte a luta dessa dupla personagem contra os facínoras, que os há em toda a parte...

quinta-feira, 5 de junho de 2014

ADOC001. A índia do Vale da Morte

Abrimos um nova "radical", ADOC, para apresentar livros de um modo casuístico, isto é, sem seguirem a sequência normal de uma coleção. E começamos com uma novela excelente: "A índia do Vale da Morte", que nos traz todas as qualidades narrativas de Joe Mogar.
Atentem nesta passagem com que se inicia o livro:
Os Montes Funeral e Telescopio estavam à vista. Como pétreas sentinelas da sepultura de sal, areia, dunas e rochas, que era o deserto do Vale da Morte.
Como lúgubres e mortais sentinelas que quisessem advertir o viajante, o forasteiro, de que ali, entre as suas salitrosas areias, entre o seu fantasmagórico silêncio, se encontrava a morte.
Uma morte horrível, tanto por falta de água como por outra causa qualquer. Sentinelas mudas, mas que avisavam com a sua presença, desde grande distância, que aquilo, aquele lugar, aquela depressão infernal, não podia ser pisada pelo homem.
O cavaleiro sabia-o, também.