(Coleção Colorado, nº 68)
terça-feira, 31 de maio de 2016
segunda-feira, 30 de maio de 2016
domingo, 29 de maio de 2016
sábado, 28 de maio de 2016
sexta-feira, 27 de maio de 2016
quinta-feira, 26 de maio de 2016
quarta-feira, 25 de maio de 2016
terça-feira, 24 de maio de 2016
segunda-feira, 23 de maio de 2016
KNS060. Uma luz nas trevas
(Coleção Kansas, nº 60)
Este livro da coleção Kansas já tinha sido editado na Coleção Búfalo com o mesmo título. Eis as nossas palavras, nessa altura:
Desta vez, é a história de um médico que também sabia disparar e vivia sob o desgosto de a sua amada se ter comprometido, na sua ausência, com o amigo que o ajudara a custear a formação. Mas quis o destino que a jovem, bela e arrogante, que tanto dano lhe causara no coração, fosse assediada pelo imbecil, mais endinheirado, tosco e prepotente da povoação e acabasse por lhe dar um tiro, enviando-o deste mundo.
A defesa da jovem, comprometida por um xerife e um juiz corruptos que dependiam do pai do imbecil, acabou por se transformar em formidável ação para a sua libertação e contribuiu para um final imprevisto…
Passagens selecionadas:
PAS111. A missão do médico
PAS112. Uma missão sublime
PAS113. A hora da partida
PAS114. Médicos idiotas
PAS115. Uma esmolinha para «Sansão»
PAS116. Um patíbulo para Vivian
PAS117. Uma luz nas trevas
domingo, 22 de maio de 2016
PAS630. Companhia indesejada
Naquela manhã «Lucky» passeava na companhia de Tes. Era perto do meio-dia e faziam horas para o almoço. O céu estava enevoado e soprava urna brisa agradável. O jovem pestanejou; acabava de ver Nelly. A rapariga saía de uma loja e dirigia-se para uma carruagem. Daquela vez não viera à cidade na égua. As compras deviam ser mais importantes.
Depressa se aproximou dela Rudell Liston. «Lucky» franziu o sobrolho desgostoso. Ver o seu inimigo aproximar-se da jovem causava-lhe um efeito indescritível. E, contudo, não podia ir ao seu encontro para o evitar, devendo conter-se. Dois motivos o impediam: o primeiro, por ser a atitude do pistoleiro correta; o segundo para não estragar o desenvolvimento do seu plano.
Agora apresentava-se-lhe a oportunidade de tirar a desejada desforra. Podia demonstrar aos rancheiros da região a pérfida finalidade daqueles miseráveis, não demorando a ficarem arruinados. Seriam obrigados a vender os ranchos por uma quantia muito inferior ao seu verdadeiro valor.
O único meio para o impedir era enfrentar-se abertamente com os pistoleiros de Rudell Liston, pois não poderiam recorrer ao xerife, que estava sob as ordens de Wade, coisa que não foi difícil descobrir. Bastou-lhe falar urnas poucas de vezes com o representante da lei.
— Que feliz encontro, Nelly! — exclamou Liston alvoroçado.
A rapariga olhou desgostosa para aquele homem. Era a primeira vez que se atrevia a tratá-la com tanta intimidade e, na aparência, estava muito seguro de si próprio.
— Como está, senhor Liston? — respondeu friamente.
Com efeito, Rudell Liston estava muito senhor de si. Julgava-se dono da situação. No dia seguinte, faria o primeiro aviso aos rancheiros, indicando-lhe a conveniência de cederem às suas exigências.
A presença da formosa rapariga cegava-o; desjava fazê-la sua quanto antes. A sua paixão era forte que até desejava fazê-la sua esposa.
— Muito bem, Nelly. Regressa ao rancho?
— Sim.
— Se me dá licença acompanho-a.
— Não é necessário que se incomode, senhor Liston.
— Não é incómodo algum. Não se apresentam muitas oportunidades para acompanhar uma rapariga bonita, e você é-o muito.
Nelly não pôde deixar de olhar a cicatriz. Esta ainda lhe parecia mais sinistra.
— Não gosto de ouvi-lo falar nesse tom.
— Por que não? — perguntou aproximando-se', insinuante.
Ela olhou-o enojada, mas agora estava assustada. Aquele homem mostrava-se demasiado atrevido; até então tratara-a cortesmente.
Fez um movimento para se aproximar da carruagem, procurando fugir dele. Ainda que sem o mostrar, Liston pôs-se em frente dela, impedindo-a de prosseguir.
— Faça o favor de me deixar passar.
— Porque o há-de fazer? Gosto de estar na sua companhia.
— Mas não pensou se eu gosto de estar a seu lado.
Rudell Liston soltou uma gargalhada brutal.
— Isso não tem importância. Habituar-se-á à minha presença. Chegará um dia em que só desejará ver-me a seu lado; até esta cicatriz lhe parecerá agradável. Realmente, não se nota muito. Não acha?
— Não gosto de o ouvir falar desse modo.
— Nelly, será minha esposa.
Foram pronunciadas tão bruscamente estas palavras, que a jovem ficou paralisada pelo espanto. Diante dela, Liston sorria triunfante.
— Sim, casar-se-á comigo.
Nelly reagiu, respondendo com veemência:
— Não continue a falar, senhor Liston. Caso contrário direi ao meu irmão.
Liston actuou com audácia, agarrando o braço da rapariga e puxando-a para si.
Nelly procurou libertar-se, sem o conseguir. Liston continuou a agarrá-la com força.
— Largue-me — ordenou a rapariga, furiosa.
— Não o farei, minha querida menina. — O pistoleiro sorria e parecia divertido. — E será melhor para si não dizer nada a seu irmão.
— Joel vai matá-lo por causa disto.
Liston soltou uma gargalhada. Tentou rodear a cintura da jovem com a outra mão. Não chegou a realizar o seu propósito, pois uma mão poderosa agarrou-o pelo pescoço, dando-lhe uma forte sacudidela, fazendo-o largar a presa.
Nelly afastou-se, olhando com admiração a alta e esbelta figura de «Lucky» Flowers. O jogador largou o inimigo e Liston, surpreendido, voltou-se para ele.
— Como se atreveu?... — perguntou, furioso.
— Ë uma acção feia abraçar uma mulher à força, Liston.
«Lucky» interrompeu-o com calma, corno se não) desse importância ao que estava a suceder. O rosto do pistoleiro estava lívido de cólera.
— Já o deixei espatifado uma vez — rugiu exasperado. — Agora dar-lhe-ei o que merece por ser intrometido.
— Não lhe será possível fazê-lo, Liston — replicou «Lucky» calmamente.
— Por que não?
As veias do pescoço do pistoleiro estavam inchadas; a sua cicatriz dava a impressão de chegar à boca. A atitude era ameaçadora, dando a sensação de se lançar de um instante para o outro sobre o jovem.
«Lucky» Flowers não se impressionou o mínimo. O seu olhar continuava fixo no pistoleiro.
— Desta vez nenhum dos seus homens me agarrará à traição e não o julgo capaz de me bater de homem para homem. Você é um cobarde, Rudell Liston.
Este não se pôde conter mais e lançou-se sobre o jogador, pronto a atingi-lo com a direita. Não chegou a lançar o golpe. «Lucky» foi mais rápido, alcançando o seu punho o queixo do inimigo. O golpe foi potente, seco e certeiro, produzindo um som forte. O efeito foi altamente espetacular. Liston abriu os braços, como se tivesse a certeza que a terra desaparecia, deu meia volta e estatelou-se de bruços no solo.
Ficou no meio do passeio, mexendo a cabeça, aturdido, sem ter forças para se levantar. A seu lado, «Lucky» olhava-o com desprezo. Não estava satisfeito por lhe ter batido de modo tão demolidor, pondo-o fora de combate com um só soco. Gostaria de o ter submetido a um rude castigo, obrigando-o a pagar mais caro a sua insolente conduta para com Nelly.
A rapariga apressou-se a agarrar-lhe o braço. «Lucky» deu a impressão de não notar, mas a sua impassibilidade ocultava a sua perturbação.
Numerosas pessoas contemplavam a cena com admiração. Uma vez mais «Lucky» Flowers acabava de demonstrar a sua galanteria. Tes achava-se próximo, pronto a intervir se o amigo fosse atacado à traição.
— Não devia ter intervido, «Lucky». — Nelly chamou-o pela alcunha sem o notar. — Liston pro-curará vingar-se de si.
-- Não se preocupe com isso. Sei defender-me, não receio esse pistoleiro.
— Liston é vingativo, não lhe perdoará ter-lhe batido.
— Regresse ao rancho, Nelly. Não diga nada a seu irmão, é preferível que não saiba o que se passou. Rudell Liston pode ser um inimigo perigoso para ele. Eu conheço o sistema para lutar contra homens da sua espécie.
Acompanhou-a à carruagem, ajudando-a a subir. Despediu-a com um cumprimento cortês, Nelly fez tenção de continuar a falar, mas «Lucky», com um gesto eloquente, fê-la calar, indicando-lhe a conveniência de se afastar.
Obedeceu. Sentia-se dominada por uma estranha sensação e, coisa incrível, estava muito contente., Se estivesse sozinha com «Lucky» não teria vacilado em beijá-lo, como prova de gratidão pela sua ajuda, e porque... o queria com toda a sua alma.
Puxou as rédeas e a carruagem afastou-se. Vai; tou a cabeça para ver pela última vez o seu providencial salvador, mas este voltara-se para o seu inimigo.
Liston pôs-se de joelhos. O seu olhar turvo, fixou-se no jogador, vendo-o à sua frente, com as pernas abertas. Apertou os lábios com força e a sua mão direita agarrou a culatra do «Colt». A voz, serena de «Lucky» obrigou-o a largá-la.
— Não faça disparates, Liston. Se puxa o revólver mato-o.
— Não me devia ter batido, «Lucky».
— Não se preocupe com isso; agora estamos em paz. Eu fiquei muito mais maltratado da outra vez em que nos enfrentámos, pois teve a cobardia de mandar um dos seus homens espetar-me uma faca nas costas,
O seu tom de voz era agora despreocupado, como se não desse a menor importância ao facto que tinha ocorrido.
Liston não respondeu, pondo-se de pé com dificuldade.
As pernas tremiam-lhe, ameaçando cederem ao peso do seu corpo. Abaixou-se e apanhou o chapéu, sacudindo-o para lhe tirar o pó.
Depois afastou-se lentamente.
sábado, 21 de maio de 2016
PAS629. A desagradável ameaça da forca
Rudell Liston, pistoleiro convertido em negociante de gado, já estava muito perto de Brigh Town. Os seus olhos fixaram-se nas primeiras casas. Eram de tijolo pintadas de cal. Depois havia casas de madeira, até de dois pisos e depois grandes edifícios de pedra, algumas delas de aspeto luxuoso. Sim, Brigh Town era já uma cidade, uma das maiores do Colorado. E ele tornar-se-ia o dono de tudo aquilo. Os seus habitantes seriam obrigados a respeitá-lo.
Os fundadores da povoação deviam ter-lhe posto aquele nome devido à brilhante luminosidade que os raios do sol produziam ao incidir nas próximas e lisas montanhas. A dura e firme rocha parecia devolver a luz com mais força.
Rudell Liston andou sempre de um lado para o outro rodeado de pistoleiros. Não cessavam de cometer façanhas, ainda que tendo o máximo cuidado para não serem descobertos. Deste modo o seu nome não estaria à margem da lei, única maneira de sobreviver.
Era suficientemente inteligente para compreender que um homem cuja cabeça estivesse a prémio, ainda que fosse numa só província, tarde ou cedo, seria capturado. Se isto acontecesse, a sentença do juiz apenas seria uma: ser pendurado numa árvore. Isto causava-lhe um vivo terror. Não desejava ver-se neste transe. Numa ocasião viu como enforcavam um foragido. Nunca esqueceria a expressão daquele homem, a maneira de estrebuchar ao 'ser suspenso no ar. Parecia estar ainda a ver como o rosto se desfigurava, até ficar contraído numa expressão grotesca. Depois viu enforcar outros bandidos, recebendo sempre a mesma impressão, Isto fazia-lhe tomar a aparência de homem honrado. Não lhe importava empunhar um revólver e disparar a matar; era permitido naqueles estados e territórios do Oeste.
Talvez a maior infâmia, cometida publicamente por ele, fosse a tragédia de Dargton. Excedeu-se demasiado, mas fê-lo por ter perdida a calma. Aquele' maldito «Lucky» Flowers tirou-lhe o juízo ao bater-lhe. Tudo à sua frente se tornou vermelho, desejando antes de tudo a morte do jogador, não vacilando em o ordenar a Long.
Por aquilo a sua cabeça não seria posta a prémio: Tratava-se apenas da morte de um homem ao lutar contra vários, Contentava-se com não passar por aquela parte de Kansas. Não lhe interessava; nos, arredores de Dargton não existia nenhuma povoação de importância. Já não se lembrava de «Luck Flowers», tendo a certeza de que fora enterrado no cemitério de Dargton.
sexta-feira, 20 de maio de 2016
KNS069. "Lucky Flowers"
(Coleção Kansas, nº 69)
Lucky Flowers era a alcunha de alguém com muita sorte ao jogo. Ele era bom jogador sem ser batoteiro. Era também excelente atirador sem ser pistoleiro. Podia dizer-se portanto que era uma boa pessoa que frequentava maus ambientes. Uma noite, numa partida de cartas enfrentou-se com Rudell Liston, um pistoleiro asqueroso de cicatriz na cara. Foi ganhando, mas Liston não aceitou o resultado do jogo. Lucky Flowers foi selvaticamente agredido, despojado do dinheiro que levava consigo e, no final, um lacaio do pistoleiro esfaqueou-o pensando tê-lo liquidado. Mas Lucky também era um sortudo nestas questões. Recuperou e partiu à procura dos seus agressores. Encontrou-os e encontrou também a bela Nelly.
Orland Garr escreveu, com rara maestria, esta novela que aqui disponibilizamos. Leia
quinta-feira, 19 de maio de 2016
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